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Moradores do conjunto Hiléia 1 denunciam buracos e falta de estrutura das ruas

No Hiléia 1, praticamente toda semana as ruas recebem ‘recapeamento’ asfáltico, mas os buracos não dão trégua 23/04/2015 às 09:15
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De acordo com moradores do conjunto Hiléia, esta rua recebe ‘tapa-buracos’ toda semana, mas serviço é mal feito
Kelly melo ---

Caminhar ou trafegar pelas ruas do conjunto Hiléia 1, na Redenção, Zona Centro–Oeste não tem sido uma tarefa fácil. O principal motivo para isso são os buracos que se abriram e mesmo com a intervenção da prefeitura, voltam a aparecer e a incomodar quem mora no local. Segundo eles, pelo menos um vez ao mês a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) realiza obras no conjunto, mas o problema não é resolvido definitivamente.

A dificuldade começou quando a rua Alfredo Valois, principal do conjunto, precisou ser interditada para a realização de uma obra prefeitura há seis meses. Os carros de passeio, ônibus e carros pesados começaram a desviar o caminho por outras ruas, como a Lírio do Vale, e os problemas começaram a surgir. “A obra ainda não foi finalizada e os moradores decidiram desenterditar a via porque não dava mais para continuar da forma que estava”, disse o comerciante Ezaquiel Alves de Lima, 52. Ele contou que no fim do ano passado, a rua chegou a desabar durante uma chuva, por causa da inexistência de bueiros que pudessem canalizar a águas pluviais.

A via foi interditada para os trabalhos de recuperação, mas ainda não foram concluídas. Com a demora, os moradores optaram por voltar a utilizar o trecho para fluxo de veículos, já que as demais ruas alternativas acabaram ficando mais esburacadas. “A rua Lírio do Vale virou opção de tráfego para ônibus e carros pesados. Aí acabou ficando assim: cheia de buraco e lama”, reclamou Reinaldo Dias, 50, que também é comerciante.

Indignado com a situação, o comerciante Eloi Auzier, 44, disse que nos últimos dois meses viu a prefeitura tapar os buracos das ruas Lírio do Vale, 5, 6 e 7, pelo menos cinco vezes. “A qualidade desse asfalto é ruim e o trabalho é mal feito porque a prefeitura tampa um buraco em um dia e três ou quatro dias depois ele volta a abrir. Tem algo errado aí”, desabafou. Na opinião dele, toda a camada asfáltica deveria ser retirada e as vias deveriam ser recapeadas com material novo.

Outros moradores reclamaram ainda de outros problemas. A falta de bueiros e sarjetas, para facilitar o escoamento das águas pluviais, seriam alternativas para evitar que a buraqueira continuasse aumentando no conjunto. “Todas as ruas daqui estão assim. E como não tem sarjeta, a água não tem para onde escorrer quando chove. Aí, acumula no meio das ruas, os carros passam em cima e os buracos abrem novamente”, contou a operadora de caixa, Jaqueline Ferreira, que reclamou também do mau cheiro causado pelas lâminas de água no meio da rua.

Mutirão tenta acabar com buracos

O secretário da Seminf, Antônio Nelson, informou que equipes de serviços básicos do Distrito de Obras responsável pelo conjunto iniciaram, ontem, um mutirão de tapa-buracos nas ruas 4, 6, 7 e 13 e vão se estender às demais ruas. Ele justificou que o período de chuva e fluxo de veículos pesados desviados para as vias secundárias foram os principais motivos para o surgimento dos buracos e reafirmou que os trabalhos de manutenção serão realizados durante esta semana.

Sobre as obras de contenção realizadas em um trecho da rua Alfredo Valois, Nelson explicou que a obra demorou a ser concluída devido a sua alta complexidade. “Houve um desbarrancamento naquele local e tivemos que fazer um trabalho de compactação do solo para que ele parasse de ceder. Isso já foi concluído e só estamos observando o comportamento dele para saber se vai ser necessário alguma outra intervenção”, afirmou o secretário.