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Manaus
Ruas intrafegáveis

Infraestrutura do Puraquequara é agravada por obras ‘abandonadas’, afirmam moradores

Segundo moradores, os operários começaram a escavar para instalar o esgotos, no entanto, o abandono da obra causou ainda mais transtornos 08/09/2017 às 22:05 - Atualizado em 09/09/2017 às 14:02
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Na rua 3, antiga rua Antônio Lisboa, os moradores precisam atravessar um ‘lago de esgoto’ para entrar em suas casas (Foto: Márcio Silva)
Álik Menezes Manaus (AM)

O problema da falta de infraestrutura nas ruas do bairro Puraquequara, localizado na Zona Leste, é antigo e revolta moradores da comunidade. Contudo, o problema se agravou no último mês, após a Prefeitura de Manaus “abandonar” obras iniciadas no bairro e não atender mais as demandas dos comunitários. 

Na rua 3, antiga Antônio Lisboa, os moradores contaram que, há cerca de 40 dias, funcionários da prefeitura começaram trabalhos na rua, mas abandonaram logo nos primeiros dias e, quando voltam ao local, apenas vistoriam o canteiro de obras e logo vão embora.  Segundo moradores, os operários começaram a escavar para instalar o esgoto, asfaltar as ruas e construir calçadas. No entanto, o abandono da obra causa ainda mais transtornos a quem vive no bairro. “A gente até se animou porque é uma causa que todo mundo se mobilizou, mas nossa alegria durou pouco. Eles pararam a obra e, quando aparecem, só olham e vão embora”, disse o pescador Adilson Ferreira, 54. 

Segundo ele, além do mau odor, os moradores da rua têm dificuldades para se locomover por conta lago de esgoto que se formou em um trecho de cerca de 6 metros. “Antes não tinha esgoto, mas também não tinha esse lago de lama. As mulheres e as crianças têm dificuldade para caminhar, para ir à feira, trabalhar e até brincar. Tem gente que quase não consegue nem entrar em casa”, contou. 

Uma dona de casa de 55 anos, que pediu para não ser identificada, contou que ligou para a secretaria de obras inúmeras vezes para questionar o abandono da obra, mas sequer foi atendida. Segundo ela, o problema é antigo e constante em todas as ruas do bairro, principalmente as secundárias, que não têm grande fluxo de veículos. 

Sem calçadas

Outro problema, segundo moradores, é a falta de calçadas, que obriga os pedestres a caminharem pelas ruas, podendo causar até acidentes.  O pescador Marcos Souza, 49, contou que ele mesmo foi atropelado, há alguns anos, quando caminhava pela rua. “Um absurdo não ter calçadas. Se eu fui atropelado, imagina um idoso ou uma criança”, reclamou.

Abandono e riscos

A rua Diacuí não passa por obras de tapa-buracos há mais de três anos, segundo moradores da rua. O aposentado Raimundo Seixas, 71, contou que até caiu e se machucou por causa de um buraco na frente da casa dele.

Prazo de conclusão não informado

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que os trabalhos nas ruas 3, 4 e 5 do bairro foram iniciados. Ao ser questionada sobre o motivo dos trabalhos terem sido interrompidos, a pasta não respondeu, não informou quando  recomeçarão e os prazos de conclusão. 

A Seminf informou que o bairro passa por ações de tapa-buraco e drenagem profunda (implantação de mais de 30 metros de nova tubulação), serviços “mais demorados”. Outras16 áreas do bairro também deverão ser atendidas gradativamente.