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Morre em Manaus aos 64 anos, o jornalista Célio Antunes

O jornalista Célio Antunes Freitas foi um dos pioneiros no jornalismo televisivo amazonense na década de 70. O corpo está sendo velado na funerária Almir Neves, na rua Joaquim Nabuco, Centro de Manaus. O enterro será às 10 horas desta quinta-feira (19), no Cemitério N.S de Aparecida, no Tarumã 18/04/2012 às 20:18
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Célio Antunes morre aos 64 anos em Manaus
Marlen Lima Manaus

Morreu por volta das 6 horas de desta quarta-feira (18), o jornalista Célio Antunes Freitas, 64 anos, decorrente de uma parada cardíaca. Célio Antunes foi um dos pioneiros no jornalismo televisivo amazonense na década de 70.

O jornalista estava internado no Hospital Prontocor, em Manaus (AM). Célio se encontrava enfermo há dias, estando hospitalizado desde o último dia 28 de março. De acordo com os amigos e familiares, o jornalista apresentava vários problemas de saúde como hipertensão arterial e disfunção renal, além de ser diabético.

O corpo do jornalista está sendo velado na funerária Almir Neves, na rua Joaquim Nabuco, Centro. O enterro será às 10 horas desta quinta-feira (19), no Cemitério Nossa Senhora de Aparecida, no Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Mineiro bem caboco
Célio Antunes Freitas era natural de São Thomaz de Aquino, cidade do interior de Minas Gerais. Mas, como relata o seu filho mais velho, Marcelo Ribeiro, 39, "ele só nasceu mineiro, e foi criado em Londrina, no Paraná, e dali depois seguiu para Boa Vista, em Roraima, quando começou a profissão jornalística, sendo um dos criadores do programa "Mensageiros do Ar", na rádio Difusora, hoje atual rádio Roraima AM, em que levava informação, principalmente para os garimpos".

Junto com Célio Antunes estavam Jadir Corrêa, Laucídes de Oliveira, entre outros veteranos que ajudaram a levar informação aos quatro cantos de Roraima e da Amazônia, "em um tempo em que tudo era bem diferente de hoje, onde o "ao vivo", era ao vivo mesmo, sem telepronter, e meu pai tinha uma capacidade de memorizar, e isto o ajudou a ser um profissional diferenciado", relata com emoção o filho Marcelo, que também seguiu a profissão de jornalista, atuando no mercado de Roraima, e veio para Manaus para enterrar o pai.

Em 1983 foi o ano da última aparição de Célio Antunes como apresentador de telejornalismo na TV Ajuricaba, hoje Rede Amazônica, repetidora da Globo, em Manaus. Em 1995, foi o último ano em que viveu como jornalista de redação, quando deixou de comandar e apresentar o programa televisivo "Mesa Redonda", na TV Cultura. No ano seguinte, afirma o filho André Alexandre, 37.

- "Ele se aposentou em 1996, e dai foi viver outros momentos profissionais tendo feito trabalhos de assessoria para políticos como Amazonino Mendes, Eduardo Braga, entre outros", destaca Alexandre que é formado em Comunicação.

Célio Antunes deixa a viúva Nonata Antunes, com quem foi casado por 30 anos e ajudou a criar dois filhos - André Alexandre, e Poliana, 32, e os filhos naturais com quem teve no primeiro casamento com dona Edenir Ribeiro - Marcelo e Pablo Márcio, 35, este que está vindo de Vila Velha, no Espírito Santo. Além de oito netos.

Negro na TV
Célio Antunes foi o primeiro negro como apresentador de jornal televisivo, contratado pela Rede Globo, ainda quando em Manaus era a TV Ajuricaba, nos idos dos anos 70. Após isto, o jornalista ajudou na implantação da Rede Manchete chegar a Capital, e vê-la se transformar em RBN. Ao final da carreira encerrou na TV Cultura.