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Motorista que atropelou e matou mulher grávida em 2015 será julgado em junho deste ano

O processo de audiência de instrução teve início nesta quinta. Porém, a acusação pediu substituição de testemunhas tendo em vista que, das quatro pessoas arroladas, somente uma delas compareceu. Na época do acidente, o motorista diriga em alta velocidade e sem CNH 22/01/2016 às 13:20
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O motorista chegou a ser levado para a delegacia, onde ficou preso, mas foi solto dias depois do crime
silane souza Manaus (AM)

Está marcado para o dia 6 de junho deste ano o novo julgamento do motorista Gleidson Sena Amaral, de 27 anos, que atropelou e matou uma mulher grávida de seis meses no dia 14 de agosto de 2015 na avenida General Rodrigo Otávio, Zona Sul de Manaus. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) nesta quinta-feira (22).
 
O processo de audiência de instrução teve início nesta quinta. Porém, a acusação pediu substituição de testemunhas tendo em vista que, das quatro pessoas arroladas, somente uma delas compareceu. A outra teve que levar a esposa no médico, a outra não foi encontrada e a última, que é o irmão da vítima, encontra-se sem capacidade de prestar depoimentos.
 
Com isso, de acordo com o TJAM, a acusação pediu a substituição de três testemunhas e que devem ser apresentadas até o dia 22 de fevereiro. Caso contrário, o processo seguirá normalmente e o novo julgamento ficou marcado para o dia 6 de junho, às 11h. O acusado encontra-se em liberdade desde o dia 24 de agosto de 2015.

Mortes no trânsito

O número de atropelamentos, em Manaus, cresceu 24,74% em 2015, na comparação com o ano anterior. Enquanto, em 2014 foram registrados 299 atropelamentos no trânsito da capital, no ano passado foram 373, dos quais 19 resultaram em atropelamentos com vitimas fatais, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).
 
Acidente

A vítima fatal foi Alessandra Solart Amorim, 24, que estava grávida de seis meses na época. O irmão dela também foi atingido na ocasião. O acidente ocorreu por volta de 5h45, do dia 14 de agosto, em um trecho da avenida próximo ao Centro Cultural Povos da Amazônia e à Escola SENAI Demóstenes Travessa, onde existe uma faixa de pedestre em frente.


 
Segundo testemunhas, a grávida e o irmão Jorge Adriane Solart Rodrigues, 31, estavam na calçada e atravessaram a via pela faixa de pedestres quando o motorista do veículo perdeu o controle da direção e atingiu os dois. O veículo, um Palio de cor cinza e placas JXI-6717, dirigido por Gleidson Sena Amaral, 27, teria ainda arrastado a grávida por 30 metros após a colisão.

A grávida não resistiu ao impacto e morreu na hora. Alessandra estava a caminho de uma consulta médica em uma maternidade, acompanhada do irmão. Ela - que já tinha uma filha de 2 anos e se preparava para dar a luz à outra garotinha - havia se formado recentemente no curso superior de Serviço Social.

O motorista Gleidson não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ele estaria dirigindo em alta velocidade. Ele saiu do veículo apresentando sinais de embriaguez e foi agredido por populares que ficaram revoltados com a morte da grávida.

Ele só parou de ser agredido quando os policiais militares da 7ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) chegaram e o levaram para o 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP). O teste do bafômetro foi realizado em Gleidson por volta das 10h, cerca de quatro horas após o acidente, e o resultado deu negativo para embriaguez.