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MPE diz que Kokai foi imprudente ao criticar judiciário do AM

Érika Kokai é deputada federal e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado Federal. Ela disparou duras criticas ao judiciário estadual, "“a frouxidão da lei no Amazonas não pode ser admitida” 22/02/2014 às 19:02
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Sede do Ministério Público do Estado do Amazonas
acritica.com Manaus, AM

Seguindo os passos do presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Ari Moutinho, que expressou em nota encaminhada à imprensa, repúdio as declarações da deputada federal Érica Hokay (PT-DF), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado Federal, que disparou duras criticas ao judiciário estadual, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE), sustentou neste sábado (22), que a “conduta da parlamentar foi imprudente”.

Na mensagem encaminha à imprensa, o MPE, disse acreditar ao declarar que “a frouxidão da lei no Amazonas não pode ser admitida”, Kokay, “lançou conceito depreciativo, preconceituoso e carregado de ranço contra a Corte amazonense”.

Segue nota de desagravo:

Tendo em conta a desrespeitosa afirmação da Deputada Federal Erika Kokay, do PT-DF, lançada contra o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, a pretexto do andamento dos inúmeros processos que envolvem o Prefeito Municipal de Coari, Adail Pinheiro, tenho como indispensável e em respeito a sociedade amazonense, produzir as seguintes considerações:

l. O Senhor Adail Pinheiro, foi preso no ano de 2009, por decisão da juíza da comarca de Coari, Ana Paula Braga, a requerimento do Ministério Público Estadual;II. Em dezembro do mesmo ano, ele foi posto em liberdade por decisão do Ministro Gilmar Mendes, então presidente do Supremo Tribunal Federal;
III. Atualmente e por força de decreto prisional da responsabilidade do Desembargador Djalma Martins da Costa, a requerimento do Ministério Público Estadual, o indiciado Adail Pinheiro encontra-se preso preventivamente, juntamente com outros acusados;
IV. Também, a requerimento do Ministério Público Estadual, o Desembargador Rafael Romano, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, emitiu nova ordem de prisão preventiva do acusado, como garantia da ordem pública e por conveniência da instrução processual.
Não é honesto ignorar que o andamento de todo e qualquer processo na sistemática processual brasileira, graças a uma legislação antiga, formal e protetora das formas em desprezo a substância, é lento e rico em incidentes.
Tal fato, por isso mesmo, não autoriza que se lance conceito depreciativo, preconceituoso e carregado de ranço contra a Corte amazonense, composta na sua esmagadora maioria, por pessoas honradas e cumpridoras dos seus deveres. Diante deste cenário, o Ministério Público do Estado do Amazonas, CENSURA PUBLICAMENTE a conduta imprudente da deputada Erika Kokay, por traduzir arrogante menosprezo à justiça amazonense e não concorrer em nada para o aprimoramento e melhoria do funcionamento das instituições públicas.