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Mulher acusa técnico de enfermagem de erro em tratamento de nádega necrosada

Caso foi registrado no 28º DIP. O SPA Chapot Prevost está tomando as providências para abrir sindicância para apurar o atendimento 24/04/2015 às 19:43
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A mulher está com dificuldades para andar
Kelly Melo Manaus (AM)

Após precisar retirar parte da carne do glúteo que estava necrosada, familiares da dona de casa Kelly Christina Silva, de 30 anos, denunciam um suposto erro em procedimento técnico de enfermagem ocorrido no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Chapot Prevost, localizado no bairro Colônia Antonio Aleixo, no mês passado.

Segundo a mulher, ela e a irmã Talita Mirlene  Silva, procuraram a unidade no dia 17 de março, pois estavam sentindo dores e apresentavam sintomas de infecção urinária. Atendidas por um técnico de enfermagem, as duas teriam recebido doses de “Diclofenaco” injetável  nas nádegas, mas após a aplicação, Kelly percebeu que algo estava errado com ela.

“Eu comecei a sentir dores na região e com o tempo, o local foi ficando roxo. Só que a carne ficou necrosada e eu precisei passar por um procedimento cirúrgico para retirar a carne apodrecida”, contou a mulher, que está com dificuldade até para andar.

A luta da família de Kelly é tentar identificar o técnico de enfermagem, que segunda elas, não soube aplicar a injeção. No entanto, elas teriam procurado a direção da unidade, mas não obtiveram resposta.

Por isso, elas apelaram para a polícia e registraram um boletim de ocorrência (B.O) no 28º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado no mesmo bairro. Kelly chegou a realizar corpo de delito, mas o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que não havia como comprovar que a lesão foi provocada pela injeção, uma vez que não existia mais o local infeccionado.

Em nota, a direção do SPA Chapot  Prevost  informou que  já está adotando as providências, junto à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), para a devida instauração de procedimento de sindicância, a fim de esclarecer todas as circunstâncias do atendimento prestado à paciente. 

A direção informou ainda que só tomou conhecimento do problema no inicio de abril, quando a paciente procurou o hospital com queixas de dores e a procura do técnico que a atendeu anteriormente, mas que recebeu atendimento médico todas as vezes que procurou a unidade.

Ocorrência policial

De acordo com Kelly Silva, a delegacia chegou a convocar audiências para ouvir tanto a vítima quanto a unidade hospitalar, mas eles não compareceram a nenhuma delas.

O hospital alega que não recebeu nenhum comunicado da autoridade policial, o que foi contestado pela delegada que cuida do caso, Tatiana Feijó. Ela confirmou que encaminhou três ofícios ao hospital e que todos eles foram recebidos. “Vamos precisar ouvir todas as partes e em seguida, encaminhar o caso à justiça”, afirmou a delegada.