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Mulher dorme em parada de ônibus em Manaus

Jovem, aparentemente desorientada, armou rede em ponto localizado na avenida Danilo Matos Areosa, no Distrito Industrial 14/07/2012 às 09:40
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Presença de Welita no ponto de ônibus irrita passageiros, que pedem a intervenção dos órgãos do sistema de saúde
MARIA DERZI Manaus

 Uma jovem de 29 anos de idade, identificada como Welita, dorme há aproximadamente três semanas, em rede atada na  parada de ônibus situada na rua Governador Danilo Matos Areosa, no Distrito Industrial, próximo ao Centro Cultural dos Povos da Amazônia, Zona Centro Sul. Aparentemente, parece não coordenar as ideias e passa o dia andando por calçadões e estabelecimentos daquela área.

“Meus pais são os donos de tudo isso aqui. E eu escolhi dormir na parada porque a parada é minha. Eu já conheço todo mundo aqui, ninguém me faz mal não”, disse ela.

Welita recebe ajuda de mototaxistas e de pessoas que frequentam os bares próximos. “Sempre que podemos, damos a ela um lanche, um sorvete e até dinheiro”, disse um mototaxista que pediu para não ter a identidade revelada.

Pessoas que esperavam o ônibus na parada, onde Welita atou a rede, reclamaram do mau cheiro. “O poder público deveria ver essas coisas e ajudar essas pessoas. Elas não têm culpa. Talvez sejam vítimas de alguma doença e devem receber atenção social e de médicos”, pondeou a industriária  Aurelina Souza, 34.

De acordo com a coordenadora da área técnica de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Elivandra Mendes, o doente deve ser visto como pessoa. “Fazer uma espécie de higienização de pessoas que sofrem transtornos mentais dentro e fora do ambiente familiar é um mal que deve ser evitado”, disse.

Para a coordenadora o primeiro passo é ligar para o número 192. “Ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), vai permitir acionar equipes preparadas para tratar do paciente”, lembrou a especialista.

Ela afirmou também, que um doente mental, quer seja parente, quer seja morador de rua, não pode ser internado por tempo prolongado, mas deve receber a assistência necessária. “Agora, há uma rede de serviços de atenção psicossocial, visando a integração da pessoa que sofre de transtornos mentais à comunidade”, concluiu.

Para tratamento de problemas de saúde mental, o paciente pode ser encaminhado ao Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Silvério Tundis. Outro Caps está disponível na Cachoeirinha, Zona Sul.