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Mulher é indiciada por estelionato em golpe da casa própria, em Manaus

Acusada estaria se passando por servidora pública municipal para oferecer facilidades na aquisição de unidades habitacionais do Prosamim 10/05/2012 às 19:46
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Mais de doze pessoas foram vítimas da suposta oferta fraudulenta com pagamento de mil reais cada para aquisição de casas no Prosamim
acritica.com ---

A Delegacia do 3º. Distrito Integrado de Polícia (DIP) notificou Deusimar Minhós de Souza, 45, a comparecer nesta quinta-feira (10), à delegacia para prestar esclarecimento sobre seu envolvimento em crime de fraude, envolvendo mais de 12 vítimas. Ela é acusada de se passar por funcionária da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), oferecendo facilidades para aquisição de casa do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

De acordo com 12 vítimas que prestaram queixas na delegacia, a acusada oferecia facilidades para agilizar o recebimento da casa própria. Em julho de 2011, um aposentado, vítima do golpe, foi apresentado à acusada, pela sua cunhada, locatária da acusada, que lhe apresentou vantagens, oferecendo apartamento e casa do Prosamim, com inscrição junto à Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab).

Deusimar é acusada de cobrar em média, R$ 1 mil para contratos relacionados a casas, e para apartamentos ela cobrava a quantia de R$ 2 mil, valores estes para que a situação fosse agilizada e as vítimas pudessem pegar as chaves de suas residências, que na verdade não existiam.

Segundo o delegado titular do 3º DIP, Abrahão Serruya, a suspeita visitava as vítimas, com um veículo modelo  Kombi, com outros supostos funcionários para realizar um cadastramento, simulando todos os trâmites do processo de aquisição,  para não levantar suspeitas, informando que a entrega da casa não iria demorar, persuadindo assim, seus compradores, para todo o processo parecer legal.

Conforme a denúncia registrada pela Polícia Civil, Deusimar oferecia casas no conjunto Parque Riachuelo, Cidadão 10 e apartamentos do Prosamim do bairro Petrópolis, Zona Sul. O delegado informou ainda que uma dona de casa, o nome não pode ser revelado, repassou para suspeita R$ 30 mil, referente ao pagamento de várias pessoas que caíram no golpe, “a propagação do esquema era feito boca a boca, geralmente era feito entre parentes e amigos”, acrescenta.

A suspeita responde a dois processos pelo crime de estelionato, na 1ª e 6ª Vara Criminal. Porém, Deusimar foi indiciada pelo crime de estelionato e responderá em liberdade.