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Mulher é presa no Rio de Janeiro suspeita de integrar rede de exploração sexual no Amazonas

Segundo apurou o acritica.com, uma mulher foi presa na capital carioca, pela delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, Linda Gláucia, a qual deve retornar a Manaus nesta madrugada 27/11/2012 às 20:52
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Material apreendido foi levado para a Seccional Sul
Ana Carolina Barbosa Manaus

Mais uma suspeita de integrar uma rede de exploração sexual infanto-juvenil foi presa, nesta terça-feira (27/11), totalizando nove pessoas desde que foi deflagrada a Operação Estocolmo, no Amazonas, pelas Polícias Civil e Militar, há quatro dias. O mandado de prisão foi cumprido no Rio de Janeiro (RJ), pela delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Linda Gláucia, que deve retornar a Manaus nesta madrugada, segundo apurou o acritica.com.

A operação foi deflagrada na última sexta-feira (23/11), para o cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão nas casas das vítimas, dos acusados de serem agenciadores e de empresários. Celulares, mídias digitais, fitas VHS, foram alguns dos materiais apreendidos e enviados à perícia técnica.

Poucos dias antes da operação ser deflagrada, o empresário Waldery Areosa, o filho dele, Waldery Areosa Júnior, e o cônsul da Holanda, Vitório Nyenhuis, solicitaram foram privilegiados com o vazamento de informações de que um inquérito, que corre sob segredo de Justiça, havia sido instaurado pela delegada titular da Depca e que eles eram investigados.

Ao se anteciparem, eles pediram à Justiça acesso às informações e habeas corpus para garantirem liberdade em caso de eventuais pedidos de prisão. Waldery teve decisão favorável no que diz respeito ao acesso às informações. O filho ainda não obteve resposta da Justiça e o cônsul teve o pedido negado. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) antecipou, na última segunda-feira (26/11), que investigará o vazamento de informações.

MPE

Procurado para falar sobre as investigações, o promotor titular do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado  (Cao Crimo), Fábio Monteiro, disse apenas que o órgão não descartará a hipótese de extorsão por parte dos empresários privilegiados com o vazamento de informações, já que são pessoas de alto poder aquisitivo.

Ele informou que nesta quarta (28) se reunirá com uma equipe para definir as pessoas a serem ouvidas durante a investigação, as quais, de acordo com ele, devem somar, pelo menos, dez. Existe a possibilidade de os empresários também serem convidados, além de membros da polícia e cartório, os quais tiveram acesso ao inquérito policial. Outra hipótese é a de falha durante o trâmite do inquérito, a qual poderá ter resultado no vazamento.

“Isso (vazamentos), não temos dúvida que aconteceu, até porque, os próprios postulantes (Waldery e o filho) admitiram que houve rumores (antes da operação)”, destacou. No caso de falha, o MP solicitará a correção. Já se confirmada a hipótese de extorsão, o órgão denunciará à Justiça, pedindo a abertura de processo criminal para responsabilizar os culpados.

Como se trata de uma investigação nova desenvolvida pelo órgão – o promotor disse desconhecer processo semelhante no âmbito do MP-AM -, ele não pôde mensurar o tempo de duração.