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Nível do rio Negro também sobe e afeta população em Manaus

No bairro da Raiz, Zona Sul, subida do Igarapé do 40 causa prejuízos a comerciantes; moradores temem animais como jacarés 24/04/2012 às 07:42
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Além da questão sanitária, moradores temem segurança das crianças
jornal a crítica Manaus

A subida das águas do Igarapé do 40, na altura da rua Daniel Sevalho, bairro da Raiz, Zona Sul, já começa a dar prejuízos a moradores e comerciantes do local. O igarapé é um dos que já refletem a cheia do rio Negro, que, somente em um dia do final de semana, subiu cerca de 14 cm.

Conforme o autônomo Adamor Auzier, 54, algumas pontes construídas no local ficaram “debaixo d´água”. “Para alguns vizinhos mais próximos da minha família, eu permito passar por dentro da minha casa, porque a ponte de acesso às residências que estão ao fundo do beco, estão alagadas”, disse.

Auzier contou também, que, com a subida das águas do igarapé, outros animais começaram a surgir. “Na semana passada, nós vimos jacarés circulando por debaixo das casas e temos medo de que aconteça algo às crianças”.

A dez metros da casa de Adamor, a comerciante Silvana da Silva, 40, teve que fechar as portas. “Antes da alagação o movimento era ótimo, você tinha o local livre para colocar mesas e cadeiras na calçada. Mas, com a enchente, os clientes começaram a reclamar do fedor da água e eu não pude vender mais sorvetes”, contou ela.

No interior da sorveteria, todos os móveis foram amontoados sobre estruturas de madeiras. “Eu tive de mandar construir outro assoalho para colocar as coisas, se não o prejuízo seria maior”, disse. Hoje, a comerciante vende bombons e outros produtos na igreja evangélica que frequenta para continuar pagando as contas da casa.

O local em que vivem essas pessoas está tomado pela água e pelo lixo. “Gostaríamos que a Defesa Civil disponibilizasse mais madeiras para construir pontes nos becos e nos locais críticos do bairro”, disse a dona de casa Marialves da Costa, 39.

A reportagem de A CRÍTICA tentou entrar em contato com a Subchefia de Defesa Civil de Manaus pelo número 8127-93XX, mas não obteve êxito.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM), informou que o nível do rio Negro, registrado nessa segunda-feira (23), durante o dia, foi de 28,85 metros. Em 2009, no mesmo dia, o nível do rio Negro alcançou 28,49 metros. E, no dia 1º de julho, bateu o recorde de cheia, chegando a 29,77 metros. Em 2009, a cheia registrada foi histórica em mais de 50 anos. Em 1953, o rio atingiu a marca de 29,69m. A medição é feita desde 1902.