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No feriado, centenas de pessoas aproveitam a Ponta Negra para exercícios físicos inusitados

Faculdade de Manaus levou alunos dos cursos de Fisioterapia para a praia do Complexo Turístico, na Zona Oeste da capital, a fim de auxiliar e incentivar práticas saudáveis e corretamente. Graduandos de Engenharia Ambiental também compareceram e testaram até a pureza do rio Negro 21/04/2015 às 14:28
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Agito tomou conta da praia da Ponta Negra, onde centenas de pessoas aproveitaram o calor para se exercitar
nelson brilhante Manaus (AM)

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Sol escaldante, areia do mesmo jeito e temperatura do ar registrando 34.2 graus, umidade relativa do ar 54%, exatamente às 9h40 da manhã, não é para qualquer um. Mas muita gente encarou esse quadro na manhã desta terça-feira (21), no Complexo Turístico da Ponta Negra, inclusive centenas de alunos dos cursos de Fisioterapia e Engenharia Ambiental da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro). Eles participaram da 7ª edição do projeto Mapa (Monitoramento Ambiental e Prática Assistida), que visa avaliar, “cara a cara”, como o ser humano reage aos efeitos mais duros da natureza.

“Estamos fazendo essas atividades para tentar entender como é que o homem pode aproveitar a natureza a seu favor, e ao mesmo tempo entender como é que esse ambiente interfere na qualidade de vida das pessoas. Para isso, os cursos de Fisioterapia e Engenharia Ambiental trazem ações como treino funcional, atividades lúdicas e recreativas, para estimular as pessoas a praticar atividades que promovam a saúde. Ao mesmo tempo em que comprovamos, com números, como está a ação da natureza”, explica Agostinho Machado, 52, professor dos cursos de Fisioterapia e Engenharia Ambiental da Fametro.



Usando vários aparelhos distribuídos na praia, um grupo de alunos de Fisioterapia fazia exercícios variados enquanto outro estimulava os banhistas a também participar das práticas. “É uma experiência única, poder ajudar as pessoas. Estamos mostrando que Fisioterapia não é só para recuperação e sim, pode ser usada de forma preventiva. São exercícios que evitam problemas posteriores”, esclarece a aluna Nádia Saldanha.

Por outro lado, a equipe da Engenharia Ambiental monitorava a temperatura do ambiente, a umidade relativa do ar, a temperatura da areia e o PH da água (concentração de hidrogênio). “Há dez anos eu vinha à Ponta Negra e via pouca gente usando o que a gente chama de equipamento de selva (protetor solar, água, óculos escuros etc). Hoje, estamos encarando uma realidade diferente”, comemora Fernando Shoji, 34, aluno do 1º período de Engenharia Ambiental.
Agostinho Machado finaliza dando dicas aos banhistas. “Vivemos num lugar de estresse térmico. O ideal é ficar no sol até as 10h.