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Manaus
RECONHECIMENTO

No IML, familiares identificam parentes mortos em rebelião na Cadeia Pública

Diretor do DPTC disse que corpos não identificados serão submetidos a exames de DNA, odontológico e impressão. Até o momento, 51 corpos de mortos no sistema prisional foram liberados 08/01/2017 às 12:54
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Corpos foram encaminhados para o IML (Foto: Arquivo/AC)
Dani Brito Manaus (AM)

No início da tarde deste domingo (8), os familiares dos detentos mortos durante a madrugada deste domingo (8) na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa começaram a chegar ao Instituto Médico Legal (IML) para identificar os corpos dos respectivos mortos.

O diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), Jefferson Mendes, informou que o departamento irá identificar os corpos tão logo seja possível. "Os corpos que os familiares não identificarem serão submetidos a exames de DNA, odontológico e impressão para que possamos identificar e liberar", disse.

Em relação aos 60 mortos na semana passada durante rebelião do Compaj e UPP, o diretor informou que 59 já foram identificados, deste, 51 já foram liberados para as famílias, restando apenas um para ser identificado.

Mortos na Vidal

Quatro presos foram mortos durante um tumulto dentro na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. A confusão iniciou por volta das 1h30 da madrugada deste domingo (8).

De acordo com o secretário de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, destes mortos, três foram decapitados. Ainda segundo o secretário, apesar de não ter ocorrido fuga, foi realizada uma contagem dos presos e limpeza da cadeia. O Instituto Médico Legal (IML) fez a remoção dos corpos dos mortos ainda durante a madrugada.

O Comitê de Gerenciamento de Crise da Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou as mortes e informou que um dos presos foi morto por asfixia. A SSP disse ainda que a causa do tumulto foi uma briga de "motivo desconhecido" e que as mortes serão investigadas. 

Policiais do Batalhão de Choque saíram da cadeia por volta das 9h. Segundo o secretário Pedro Florêncio, durante a revista desta manhã (8), foram encontradas armas brancas, do tipo faca de cozinha. Alguns familiares de detentos chegaram a bloquear a rua Duque de Caxias e queimaram pneu e lixo. 

Durante a rebelião foram destruídos colchões e policiais da Companhia de Operações Especiais (COE), Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Batalhão de Choque, Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) e Bombeiros foram acionados para conter a movimentação.

Força Nacional

Após as diversas mortes nos presídios da capital. o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, determinou ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen) imediato empréstimo de equipamentos de varredura e a disponibilização temporária de agentes penitenciários federais para auxiliar as autoridades locais na coordenação necessária para o restabelecimento da ordem nos presídios estaduais, conforme solicitado pelo Governo do Amazonas.

Também houve autorização para a realização de diagnóstico técnico para medidas de reestruturação do sistema estadual, o desenvolvimento de protocolos de segurança, com ênfase em técnicas de revista e atuação e a realização de cursos de inteligência, com impacto na dimensão preventiva.