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Manaus
Educação Manaus

O difícil ato de ensinar e aprender

Quadro incompleto de professores é apenas uma das dificuldades 19/04/2012 às 09:45
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Reparos estruturais em escolas prejudicam cerca de 18 mil alunos em Manaus
Jornal A Crítica Manaus

Manaus possui um número estável de escolas e instituições de ensino, incluindo a universidade mais antiga do Brasil, mas mesmo assim, tem enfrentado inúmeras dificuldades no setor da Educação. Este ano, pelo menos 60 escolas estão passando por reparos estruturais. A estimativa da Secretaria Municipal de Educação (Semed) é que 18 mil alunos sejam afetados, direta ou indiretamente. Para evitar que os alunos fiquem ainda mais prejudicados foi adotado um calendário especial pela secretaria, onde os estudantes recebem aulas em horários especiais e em finais de semana.

Na Zona Rural o ano letivo também não começou bem: escolas sofrem com o quadro incompleto de professores e falta o transporte para pegar os alunos. Nas comunidades rurais de Bom Jesus, Vila de Paricatuba, Limão, Laranjal, Lago do Mudo e Fé em Deus, em Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus) as aulas não começaram no dia programado. Segundo a Semed, a adoção de calendário especial é regulamentada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que permite que o município faça as adequações necessárias ao calendário escolar, desde que sejam respeitados os 200 dias de ano letivo.

Todos os calendários especiais são aprovados pelo Conselho Municipal de Educação. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que também possui pelo menos 12 escolas em reforma, adota procedimentos diferentes. Para não parar as atividades. Isso porque o Estado está alugando prédios próximos à unidade e remanejando os alunos para que não haja prejuízos. A Seduc também prefere não utilizar o calendário especial, onde o aluno estuda aos sábados e feriados como medida de compensar os dias que ficou sem aula. E para driblar a reprovação de alunos a rede estadual e municipal encontrou uma fórmula semelhante: foi criado este ano o programa Contra-Turno, um reforço escolar onde são ministradas aulas em horário diferente do atual.

Na Escola Estadual Padre Pedro Gislandy, por exemplo, reforço é uma atividade integrada à rotina dos alunos do 6º ao 9º ano e no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

No ano passado, a reprovação atingiu 10,6% dos mais de 486 mil alunos da rede estadual, além do abandono, quase no mesmo índice - 9,1%. Os meninos e meninas podem, além de revisar os temas nos quais encontram dificuldade, praticar alguma atividade esportiva e de lazer.

 A cidade é um importante centro educacional de nível médio e superior do Estado, sendo sede de um dos 12 Colégios Militares do País (o único do gênero na Região Norte), e do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), que oferece cursos em diferentes níveis: ensinos médio e técnico. Concentra, ainda, a maior parte das faculdades públicas e particulares do estado.

Márcio Souza - Escritor

“O professor ganha mal e não pode sequer reprovar um aluno. Não é respeitado em sala de aula. Conheço escolas secundárias da Europa e lá é completamente diferente. O aluno também tem tratamento diferente. O currículo de manhã é básico e de tarde ele escolhe o que ele quer e mistura cultura e tecnologia. E tem clientela para tudo. Desde o drama à mecânica de automóvel”.

Você confere esta matéria na íntegra no caderno especial comemorativo dos 63 anos de A Crítica