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Manaus
PLANEJAMENTO URBANO

‘O futuro da cidade (Manaus) depende do povo’, diz especialista em Cidadania

Empresários elaboram projeto “Futuro da Minha Cidade” de prioridades para investimentos 16/09/2017 às 12:50
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Ontem, as entidades do setor da construção civil do Amazonas participaram da etapa de institucionalização do projeto (Winnetou Almeida)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Cabe à população manauense cobrar do poder público a implantação de projetos que tornem a cidade mais sustentável, inteligente e um melhor lugar para se viver. A opinião é do especialista em Sustentabilidade e Cidadania, Silvio Barros, para quem a sociedade civil organizada tem, mais que direito, obrigação de contribuir para propostas que visem a urbanização adequada e o crescimento planejado da cidade. 

Uma das medidas nesse sentido, da qual Barros faz parte, é a implantação do projeto “Futuro da Minha Cidade”, iniciativa que foi bem sucedida na cidade de Maringá, no Paraná, onde ele foi prefeito, e que agora está sendo implantada em Manaus.

O projeto envolve entidades do setor da construção civil do Amazonas, que estão, desde o ano passado, desenvolvendo um modelo para Manaus. Ontem, eles participaram de um workshop para a institucionalização do projeto - destinada à elaboração das fases a serem cumpridas. Essas fases destacam as prioridades que o plano deve adotar, como saúde, educação, segurança e mobilidade urbana.

“A cidade de Manaus tem capacidade para ter uma economia saudável, mas para isso é preciso ficar atento e ter em mente planos e estratégias para evitar tantos gastos, como o que temos no período da cheia. A prefeitura espera que o pior se aproxime para poder buscar uma estratégia, quando, se tivesse planejado antes, o gasto seria menor”, explicou. 

O especialista afirmou que não podemos mais enxergar os recursos naturais como eram nos últimos anos. “Nos últimos 10 anos foram registradas na capital as duas maiores vazantes e cheias do rio, logo é necessário um plano estratégico para a população que será afetada com esse processo”, reforçou.

Urbanização

A falta de urbanização na cidade também foi um dos pontos criticados pelo especialista, que aproveitou a semana que antecedeu o evento para percorrer bairros da periferia da cidade, onde se deparou com situações preocupantes, como a falta de calçadas e as invasões de espaços públicos. “A população precisa acordar para a realidade da cidade de Manaus, não dá mais para a cidade seguir crescendo sem uma estrutura básica de urbanização. Aqui, os pedestres precisam disputar o espaço com os carros e parece que ninguém se incomoda com isso, precisamos refletir sobre esses pequenos detalhes”, disse.

Workshop debateu propostas da sociedade civil, ontem

No workshop de ontem foram debatidos temas  que o plano deve englobar, como saúde, educação, segurança, mobilidade urbana, entre outros, definidos pela própria sociedade civil, explicou o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Romero Reis. 

“O projeto é idealizado pela própria sociedade civil, com recursos privados, para que possamos contratar os gestores públicos pelo voto, mas desde que eles sigam o plano, que não tem nenhum viés político partidário, e sim aquilo que é bom para o cidadão. Assim teremos como garantir investimentos em qualidade de vida e desenvolvimento para a cidade, é isso que nós esperamos”.

O desenvolvimento do projeto destinado a Manaus teve início em outubro do ano passado, com o objetivo de apresentar o “caminho” que a gestão pública precisa seguir para melhorar a qualidade de vida da população, com medidas previstas até 2037. 

A ideia inicial do projeto foi apresentada aos empresários em junho do ano passado. Mas somente em junho deste ano começou a mobilização. Os trabalhos estão atualmente na fase de institucionalização, que não tem prazo para terminar.

O projeto  “Futuro da Minha Cidade” é patrocinado pela  Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ademi-AM e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM).

Encontro no Centro

O encontro ocorreu no auditório da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), no Centro. O projeto é patrocinado pela  Câmara Brasileira da Indústria da Construção,  Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas.