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Manaus
ENTREVISTA

O povo precisa fazer a operação “Lava Voto”, diz Marina Silva, em Manaus

Em Manaus para evento da Rede, a pré-candidata disse que, após a prisão de Lula, os holofotes devem se voltar para os demais envolvidos em corrupção 21/04/2018 às 10:06 - Atualizado em 21/04/2018 às 10:24
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(Foto: Euzivaldo Queiroz)
acritica.com Manaus

A pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva, está em Manaus para fechar articulações visando a campanha da Rede nas próximas eleições. A candidata participou de uma entrevista ao vivo para o Portal A CRÍTICA, onde disse que, com a prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, os holofotes precisam se voltar para os demais envolvidos em corrupção. “Os holofotes têm que se voltar para os que estão impunes dentro do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. “Ainda corremos o risco de ter essas pessoas eleitas como deputados, senadores e até como presidente da República”, disse a pré-candidata, que conclamou o povo a fazer uma 'operação Lava Voto'.

Marina também comentou sobre a eterna polêmica em torno da rodovia BR-319. Quando foi ministra do Meio Ambiente, no primeiro governo de Lula, Marina se posicionou contra a reconstrução da estrada. Agora, como pré-candidata, ela defende que é preciso demonstrar de forma técnica que o projeto é viável do ponto de vista social, econômico e ambiental. “Há um grupo de trabalho formado por universidades, Instituto Chico Mendes, sociedade civil, todo mundo, estudando essa questão. Vamos esperar e ver o que o grupo vai dizer”, comentou. 

Porém, a pré-candidata enfatizou que saiu do governo federal há dez anos, e que de lá para cá, o Amazonas já foi representado no governo por um ministro dos Transportes (Alfredo Nascimento, PR) e um ministro de Minas e Energia (Eduardo Braga, PMDB). “Eles são daqui e a favor de fazer a estrada. Por que não fizeram? Por que as pessoas continuam atribuindo a mim o fato de não haver a estrada?”, questionou.

 

A ex-senadora também disse que, se na campanha de 2014, tivesse as informações que hoje tem a respeito do senador Aécio Neves (PSDB), recentemente denunciado por corrupção, não o teria apoiado para presidente. “Ninguém teria votado, nem nele nem na Dilma. A eleição de 2014 foi uma fraude, porque teve corrupção eleitoral, e que estava PT, no PSDB e também no PMDB, partido do vice”.  Ela avalia que a as denúncias envolvendo grandes nomes da política vai influenciar na campanha, fazendo o eleitor ser mais criterioso, de forma que o emprego de grandes recursos em campanhas milionárias não farão tanta diferença como já aconteceu no passado.

“Nossa campanha será franciscana. Teremos zero, vírgula quase nada do fundo partidário. Nós da Rede teremos apenas dez segundos no tempo de TV. É uma luta de David contra Golias, mas o bom é que Davi ganhou. Não precisa de rios de dinheiro para fazer política, o que agente precisa é de ideias, de propostas. O povo tem que fazer a operação lava voto”, disse.

Questionada sobre a prisão do ex-presidente Lula, ela afirmou que é um fato triste, porém justo. "Uma pessoa com a  trajetória do presidente Lula, que de repente, em função de erros que cometeu juntamente com seu partido e sua equipe, tem que pagar por isso. A lei é para todos".  Ela chamou atenção para o fato de que, nas eleições deste ano, muitos candidatos estão disputando mandatos de olho no foro privilegiado. "Os políticos não estão preocupados em vencer uma eleição para o cumprimento de um mandato, eles querem ter as garantias do foro privilegiado, um habeas corpus, um salvo conduto". 

 

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