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Manaus
Cotidiano, Quinquilharias, Comércio Informla, Vendedores Ambulantes

Objetos úteis e inusitados podem ser encontrados no comércio informal de Manaus

Pelas ruas e esquinas da capital amazonense é possível encontrar todo tipo de quinquilharia à venda 08/09/2012 às 20:27
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O artesão Michael Cadavird chama a atenção de quem passa pelo Centro e o vê escrever nomes em grãos de arroz
Milton de Oliveira Manaus

Esquinas de grande movimento na cidade se tornaram, também, ponto de vendas de produtos curiosos e diferentes, importados ou confeccionados diante dos olhos de quem por ali passa. Nomes gravados em grão de arroz e transformados em medalhas, misturas de ervas que curam os mais variados males, raquete que mata carapanãs, lanternas de cabeça para esportistas e pescadores, e, até mesmo, uma réplica de fezes, de brinquedo, estão à venda nas ruas de Manaus.

Investindo na propaganda pessoal, o artesão Michael Cadavird, 24, garante que apenas duas pessoas em Manaus conhecem a técnica de gravar nomes em grãos de arroz. “Além de nomes, podemos desenhar paisagens de mar, palmeiras, coração e gaivotas”, disse ele.

Cadavird explica que não pode revelar a técnica, mas contou que usa uma caneta especial e talento para fazer os minúsculos desenhos que impressionam a todos que passam pela avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus.

“A primeira vez que eu vi o cartaz e um punhado de arroz sobre uma cartolina, não acreditei que isso era possível. Parei para conferir e comprovei que é verdade”, contou a dona de casa Simone Reis, 51, impressionada com a habilidade do rapaz.

Ao terminar o desenho, o grão de arroz é colocado dentro de uma cápsula transparente com líquido e fechada, se transformando em uma medalha.

Favorita
Para os camelôs da rua Marquês de Santa Cruz, Centro, o produto mais chamativo e curioso é a raquete mata-mosquitos. “É mais do que diferente. É útil para as famílias que têm problemas com os carapanãs em casa”, defende o vendedor Frank Oliveira, 35.

A utilidade do produto foi tão grande que a professora Denise Ferreira, 51, enviou várias unidades para parentes que moram em cidade do interior do Amazonas. “Já enviei para Maués, Iranduba e Tefé, e faz sucesso por lá. Parece que as carapanãs sabem que eu tenho a raquete dentro do quarto e nem aparecem mais na minha casa”, brincou ela.

O camelô Cléverson da Rocha, 22, explica que a raquete possui bateria recarregável e emite choques ao entrar em contato com insetos, provocando a morte deles.

Bastante procurados também são as ervas medicinais, que também são encontradas nas esquinas de Manaus. No bairro Aparecida, Zona Sul, embalagens com ervas medicinais que prometem a cura para os mais variados problemas fazem sucesso. Algumas, que recebem nomes de viagra da Amazônia, pau tenente e chapéu de couro, fazem sucesso, relatam os vendedores.

Psicologia
A psicologia tenta explicar se a curiosidade vem do interior das pessoas ou é uma resposta ao mundo exterior. A teoria do impulso  vê a curiosidade como uma necessidade que ocorre naturalmente e  precisa ser satisfeita.

Incomum
Já a teoria da incongruência tem como base a ideia de que a curiosidade surge quando nos deparamos com algo que não encaixa com nosso entendimento do mundo.

Fezes de brinquedo é sucesso
O camelô Neilson Ramos, 29, apostou em um produto que provoca rejeição em parte das pessoas, mas que atraiu a curiosidade de muitos que passam pela esquina das avenidas 7 de Setembro e Eduardo Ribeiro, no Centro: o ‘cocô’ de brinquedo.

“No princípio, pensávamos que as pessoas iam ter nojo. Mas decidi expor o produto na calçada e foi um sucesso. Quando as pessoas passavam por aqui, elas davam a volta, imaginando que alguém tivesse feito aquilo no meio da rua”, contou o camelô.

Ele disse também, que o produto vem de São Paulo e os principais clientes são estudantes de ensino médio e universitários, que compram para fazer brincadeiras com colegas.