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Obra de retorno em avenida de Manaus continua só no papel

Duas intervenções foram prometidas, mas só uma foi construída. Um carro da Polícia Militar foi flagrado retornando na contramão na avenida Ephigênio Salles 20/06/2012 às 07:24
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Os retornos da avenida Ephigênio Salles foram fechados em fevereiro de 2010, mas, até agora, só uma das obras prometidas foi entregue. Enquanto isso, motoristas fazem retorno na contramão para fugir dos congestionamentos
Maria Derzi Manaus

Prometida desde 2010 pela prefeitura, a construção de um retorno na avenida Ephigênio Salles, para facilitar o acesso e diminuir o fluxo de veículos que circulam no sentido Darcy Vargas - Coroado, especialmente no complexo viário Gilberto Mestrinho, ainda não saiu do papel.

Enquanto o impasse acerca do início das obras permanece, motoristas retornam pela contramão, usando o único dos dois retornos anunciados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) para a avenida que foi, de fato, construído: em frente ao Clube da Caixa Econômica Federal (CEF). Nesta terça-feira (19) até mesmo um carro da Polícia Militar foi flagrado por A CRITICA quando realizava a manobra em local proibido.

Os motoristas que utilizam a Ephigênio Salles continuam cobrando um novo retorno naquela área. Eles alegam que a obra poderia reduzir os congestionamentos nos dois sentidos da avenida, principalmente, em horários de rush.

Com a expansão imobiliária, a população que mora nos conjuntos residenciais ao longo  da avenida tem apenas uma alternativa de retorno específica para quem vai do complexo viário Gilberto Mestrinho para os bairros de Adrianópolis, Morada do Sol, Aleixo e Japiim.

Mas, quem segue da avenida Darcy Vargas para o Coroado, tem, como única opção de retorno, o próprio complexo viário, que nos finais de tarde chega a ter o fluxo parado por conta dos congestionamentos.

Desperdício
Para quem trafega entre as zonas Centro-Sul e Leste, e precisa entrar em algum dos condomínios localizados na avenida Ephigênio Sales, no sentido Darcy Vargas, o desperdício de combustível é grande.

“Eu acho que deveriam fazer um retorno aqui, para que possamos entrar no condomínio sem ter que pegar todo esse congestionamento. Hoje, pra chegar em casa, tenho que ir até a Zona Leste e voltar. É um carro a mais na fila, não melhorou em nada o problema dos congestionamentos”, disse a funcionária pública  Marlene Lira.

Outro que pede por um retorno para a área é o policial militar Edmundo Santos Ferreira, que também mora no Condomínio Juliana II. “Eu já nem vou mais para aquelas ‘bandas’ porque é difícil de voltar para casa. Os retornos que existiam aqui foram fechados, mas os congestionamentos não acabaram”, disse o policial.

Prefeitura interditou as opções
Ao longo da extensão da avenida Ephigênio Salles,  funcionavam ao menos nove retornos, que foram fechados em fevereiro de 2010 pelo Instituto Municipal de Trânsito (Manaustrans) - à época ainda Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), para dar mais “fluidez” ao trânsito.

Outro fator apontado pela prefeitura para fechar os retornos da via foi o risco de acidentes, especialmente na curva em frente à rua Via Láctea, no conjunto Morada do Sol.

Outra via que não tem retorno em Manaus, devido aos acidentes e aos longos congestionamentos, é a avenida Arthur Virgílio, conhecida como Silves, na Zona Sul de Manaus. Naquela avenida, em dezembro de  2010, um grupo de jornalistas sofreu um acidente ao fazer uma conversão. Um deles morreu.

Parada
Questionada sobre a situação das obras do retorno na avenida Ephigênio Salles, sentido Darcy Vargas, a Seminf informou que o processo de desapropriação do terreno onde será construído o retorno está tramitando na Justiça e, por isso, a obra está parada.