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Obra na praia da Ponta Negra pode não ser entregue este ano

Secretário Américo Gorayeb adiantou que talvez não consiga entregar o complexo em setembro, conforme anunciado 11/06/2012 às 07:09
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Neste domingo (10) apesar do dia chuvoso, não faltou banhista na abertura da praia ao público. Todos quiseram conferir de perto as melhorias anunciadas. Quem foi, gostou do que viu
FLORÊNCIO MESQUITA Manaus

A conclusão das obras da segunda etapa do Complexo de Lazer da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, pode ser umas das primeiras tarefas que o próximo prefeito de Manaus terá que cumprir. A entrega do balneário anunciada pela prefeitura para ser entregue em setembro desde ano pode ser estendida para 2013, segundo o secretário municipal de Infraestrutura (Seminf), Américo Gorayeb, responsável pela realização da obra.

Ele explica que a segunda etapa exige obras de engenharia de maior complexidade. Entre elas está a construção - no terreno da praia - de uma torre de observação que será mais alta que todos os prédios da Ponta Negra, onde os visitantes poderão subir, via elevador, para observar o rio.

Apesar do otimismo com a chegada do verão, Gorayeb não descarta a possibilidade da conclusão da obra ficar para a próxima gestão municipal mesmo dizendo que pretendo cumprir o prazo de entrega.

“Seja quem for tem que terminar a obra. Eu quero crer que a gente não passe deste ano. Quando estou falando de setembro eu gosto muito que minhas coisas fiquem prontas logo. Me incomoda quando eu demoro a realizar uma obra”, disse.

A praia da Ponta Negra, que estava fechada ao público desde o início da revitalização, foi entregue no último fim de semana.  A praia, que agora é permanente mesmo no período de cheia, faz parte da primeira etapa da reforma da Ponta Negra, inaugurada em dezembro do ano passado. O trecho de areia tem 40 metros de largura por 400 metros de extensão, além do calçadão que margeia a praia. O calçadão foi construído com pedras portuguesas ao longo de 600 metros.

Revitalização
A revitalização total do complexo da Ponta Negra custará aos cofres municipais R$ 29 milhões. Deste montante, 12 milhões foram gastos apenas com a areia da praia perene no trecho entregue.

A areia que compõe a praia permanente foi dragada dos rios Negro e Solimões, em trechos localizados a 80 quilômetros de Manaus, e levada ao balneário em balsas. Ao todo, foram extraídos 980 mil metros cúbicos de areia, sendo 80% do rio Negro e os outros 20% do rio Solimões.

Segundo  Américo Gorayeb, todo o processo de extração da areia foi acompanhado pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e seguiu as regras de licenciamento ambiental.

Logística
Embora existam seis jazidas de areia na capital, o secretário informou que a utilização do material local foi inviabilizado pela difícil logística que encareceria o valor da areia. 

Ele explica que para levar uma quantidade tão grande de areia para a Ponta Negra, via terrestre, além de elevar o custo, causaria problemas no trânsito e na massa asfáltica onde os caminhões passariam. Gorayeb completa que os caminhões de transporte precisariam fazer de 300 a 400 viagens por dia para cumprir o prazo de construção  estabelecido.

Questionado por que a areia do próprio terreno da Ponta Negra não foi utilizada na dragagem, o secretário respondeu que o material do balneário tornou-se inviável porque está coberto por três metros de lama.

‘Não inunda mais’, diz Gorayeb
O secretário Américo Gorayeb garante que não ocorrerá mais inundação no trecho da praia permanente da Ponta Negra. O fato foi verificado no começo do mês de maio, antes mesmo de o rio Negro atingir a cota máxima que, até então, era de 29,77 metros, nível alcançado em 2009. Dias depois, o recorde foi batido, sendo agora a maior marca a de 29,97 metros.

Segundo ele, na ocasião o trecho da praia entregue à população havia sido finalizado com 30,50 metros acima do nível do mar. Para isso, havia sido depositado no local 730 mil metros cúbicos de areia.

Mas como a praia acabou inundou, mais 250 metros cúbicos de areia foram providenciados para evitar uma alagação futura. O titular da Seminf afirma que agora, mesmo que o rio chegue à cota de 30 metros, o local não será mais tomado pelas águas do rio Negro. Segundo ele, o nível ficará 56 centímetros acima da cota recorde de 29,97 metros, a maior cheia dos últimos 110 anos.

De acordo com Américo Gorayeb, a quantidade de areia que será utilizada na segunda etapa é menor que a usada na primeira. Ele adianta que serão utilizados 280 mil metros cúbicos de areia, contra quase 1 milhão da primeira.

Conforme  Gorayeb, a obra de engenharia da praia é o maior desafio do projeto da Ponta Negra. Ele avaliou os resultados obtidos como satisfatório.

O que a praia disponibiliza

A Ponta Negra conta com dois banheiros públicos, masculino e feminino, inclusive para cadeirantes, localizados do calçadão de frente para a praia.

 Lixeiras para a coleta seletiva estão espalhadas pela faixa de praia perene para que a população não jogue lixo na areia. Agentes de limpeza pública da Prefeitura de Manaus percorrem a praia de um lado para outro  para recolher materiais descartados no balneário.

A praia conta com duas torres de vigilância de salva-vidas. Os profissionais monitoram da praia os banhistas que estão na água. A vigilância tem reforço fluvial do Corpo de Bombeiros, que também monitora os banhistas a bordo de uma pequena embarcação.

O esgoto que, anteriormente, era despejado diretamente no rio Negro sem nenhum tipo de tratamento, agora passa por uma estação de tratamento de afluentes que foi construída no calçadão.

A segurança do local continua sendo feita pela Guarda Civil Metropolitana de Manaus.