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Manaus
POR CIÚMES

Oficial de Justiça e mais dois são condenados por morte de homem em frente ao TRT

João José Pinheiro de Jesus, o “JJ”, foi condenado a 26 anos de prisão pela morte de Pedro Paulo; o motivo segundo JJ foi um caso que a vítima teria com a sua companheira 29/11/2017 às 21:22 - Atualizado em 29/11/2017 às 21:26
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À esquerda, JJ e o então delegado Ivo Martins, titular da DEHS na época. Foto: Arquivo AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

O oficial de justiça do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) João José Pinheiro de Jesus, o “JJ”, Arleson Felipe da Costa Moreira, o “Tica”, e Karder Júnior Serrão dos Santos, o “Júnior da Pasta”, foram condenados, respectivamente, a 26 anos e oito meses, a 25 anos e a 16 anos de prisão em regime fechado pela morte de Pedro Paulo Oliveira Rocha, ocorrido em junho de 2014.

Júnior da Pasta foi julgado a revelia, porque mesmo avisado, deixou de comparecer ao julgamento realizado nesta quarta-feira (29) pelo conselho de sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri.

Mandante do crime, JJ foi condenado a 10 anos e oito meses por homicídio tentado e a 16 anos por homicídio consumado, além de ser exonerado de seu cargo público.

Karder, o executor de Pedro Paulo, foi condenado a 10 anos por homicídio tentado e a 15 anos por homicídio consumado. Já Arleson, por ter participado do homicídio consumado, foi condenado a 16 anos.

Julgamento

A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz Mauro Antony e na acusação ficou por conta do promotor de justiça Geber Mafra.  Demonstrando tranquilidade, JJ admitiu ter encomendado o crime de Pedro Paulo motivado por ciúmes, pois havia descoberto que a sua companheira estava tendo um caso com a vítima.

Conforme denúncia apresentada pelo promotor de justiça Rogério Marques, o crime aconteceu em junho de 2014, por volta das 8h, na Rua Visconde de Porto Alegre, bairro Praça 14, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde a vítima trabalhava agenciando clientes para advogados trabalhistas.

A vítima foi alvejada com três tiros disparados por Tica, que após o crime fugiu em uma motocicleta pilotada por Júnior da Pasta.  Os dois confessaram que o crime se deu a mando de JJ que prometeu dinheiro para que matasse a vítima. O crime foi classificado como homicídio qualificado por motivo torpe e perigo comum.

Mais detalhes

Para a denúncia, o crime foi planejado por JJ para que a vítima fosse executada em frente ao TRT, no início do expediente forense. Os tiros atingiram Pedro Paulo pelas costas. De acordo com o MPE, a vítima já tinha sofrido um atentado um mês antes e atribuiu a autoria a JJ, sendo executado por Tica que recebeu R$ 3 mil pelo serviço.

Os suspeitos chegaram a ser presos. JJ estava aguardando o julgamento em liberdade, enquanto Tica aguardava o julgamento em uma unidade prisional de Manaus.