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Oi lidera queixas no Procon do Amazonas

Conforme o levantamento, de janeiro a 30 de julho, foram 849 reclamações referentes aos serviços prestados pela Oi 02/08/2012 às 09:26
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Operadora recebeu 54,14% das reclamações feitas este ano
Luana Gomes Manaus (AM)

Impedida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de vender e habilitar novos chips de celular e banda larga no Amazonas desde 23 de julho, a operadora de telefonia Oi mostra por que foi a prestadora “contemplada”. De acordo com dados do Programa de Orientação e Defesa ao Consumidor do Amazonas (Procon/AM), em julho, a prestadora (através da Telemar Norte Leste S.A. e da Brasil Telecom S.A ) foi alvo de 170 reclamações, ou seja, 54,14% das queixas às operadoras realizadas no período (314).

Conforme o levantamento, de janeiro a 30 de julho, foram 849 reclamações referentes aos serviços prestados pela Oi. No mesmo período, as outras três operadoras que atuam no Estado (Vivo, Claro e TIM) contabilizaram 666 reclamações, quantidade 27,48% inferior ao que foi registrado apenas pela concessionária de serviços de telecomunicações.

Os registros mostraram que a Claro – que teve venda suspensa em Santa Catarina, Sergipe e São Paulo – foi a segunda operadora de telefonia com o maior número de reclamações, tanto no acumulado quanto no sétimo mês do ano, com 737 e 155 queixas, respectivamente.

No dia 24 de julho, o órgão de defesa ao consumidor realizou fiscalizações nas lojas habilitadas da Oi. Na do Manauara Shopping, não foram encontrados informativos visíveis sobre a suspensão, o que resultou na multa em R$ 10 mil.

Por meio de assessoria, o Procon-AM informou que a empresa tinha dez dias para recorrer, mas nenhum documento recursal chegou ao órgão.

Prestadora

Na semana passada, a operadora entregou o Plano de Ação de Melhoria da Prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP), imposto pela Anatel, como uma das ações para o retorno das vendas de novos chips e modens.

O projeto tem o intuito de apontar medidas para garantir a “qualidade do serviço e das redes de telecomunicações, em especial quanto ao completamento e à interrupção de chamadas e ao atendimento aos usuários”. De acordo com a concessionária, serão investidos em torno de R$ 100 milhões ao longo deste ano no Estado.

Segundo posicionamento da Anatel, os planos apresentados pelas prestadoras ainda estão em análise e, como a proibição é mantida até a aprovação destas propostas de ações de melhorias, não há prazo para as vendas serem restabelecidas.

Com fiscalização feita através do acompanhamento da base de dados das operadoras, a agência deve apurar as denúncias e indícios de vendas de novas linhas. Apesar da proibição completar 11 dias, ainda não há expectativa de data para execução desses processos.