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Manaus
BALANÇO

Operação 'Elemento 79' prende um no Amazonas e mais quatro em Minas Gerais

A procuradora do MPF, Ana Lúcia Haliuc, informou que 15 mandados de busca e apreensão foram  cumpridos no AM; esquema envolvia comércio de ouro 27/02/2018 às 11:44 - Atualizado em 27/02/2018 às 11:45
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(Foto: Márcio Silva)
Amanda Guimarães Manaus

Cinco pessoas foram presas durante a "Operação Elemento 79", deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (27), no Amazonas e em outros estados do Brasil. Uma pessoa foi detida no Estado, enquanto quatro em Minas Gerais.  

A procuradora do Ministério Público Federal, Ana Lúcia Haliuc, informou que 15 mandados de busca e apreensão foram  cumpridos no Amazonas. "O ouro disfarçado estava entrando ilicitamente no mercado oriundos de garimpos da Amazônia Legal. As empresas traziam o material acompanhado de notas fiscais, e vendiam como se tivessem origem legal", explicou. 

Os nomes dos envolvidos não foram revelados pelos participantes da Operação pois, segundo eles, poderia atrapalhar o andamento das investigações. 

Segundo Ana, o MPE vai acompanhar as investigações para denunciar os envolvidos. "Todos aqueles que estão envolvidos se tornarão réus de ações penais. Essa ação vem preencher uma lacuna no Amazonas pela existência de garimpos ilegais", disse.

O delegado regional de combate ao crime organizado da Polícia Federal, Flávio Márcio, afirmou que as investigações aconteceram durante dois anos. "Essa operação abrangeu cinco estados. Apreendemos uma remessa de ouro de 121 quilos, que após a perícia verificar, foi detectado que era prata. Eles utilizavam um esquema de lavagem sofisticado", comentou.

Flávio Márcio afirmou que os montantes movimentados pelo esquema criminoso chegam a R$ 20 milhões.  Inicialmente, a PF informou, em nota, que o total de prejuízos causados pelos envolvidos era de R$ 30 milhões. 

Sem participação de políticos 

Segundo o MPF, até o momento não foi identificada participação política no esquema, mas sim do meio empresarial. "Até o momento só decretamos a participação do ramo empresarial. Também não apuramos a participação de servidores federais", disse Ana.

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em empresas da capital: Ciala da Amazônia Refinadora de Metais e a Bracont Consultoria Contabil. . "O papel das empresas no esquema ainda está sendo apurados, por isso ainda não podemos falar. Mas o fato é que os envolvidos estavam prejudicando a Zona Franca de Manaus, pois ele simulavam a produção desse ouro", relatou a procuradora.

Crimes

O auditor fiscal da Receita Federal, José Alves Dias, destacou que os envolvidos usavam os incentivos da Zona Franca. "O que eles faziam configura crime ambiental, porque extraíam ouro de forma ilegal. Outro crime que eles cometiam era usar o incentivo da Zona Franca. Mas vamos continuar as investigações", disse.

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