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Oposição 'ataca' prefeito de Manaus na CMM

Vereadores da bancada oposicionista agem em várias frentes para atacar a gestão do prefeito Amazonino Mendes 26/04/2012 às 07:45
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Waldemir José e Lúcia Antony relembram privatização de feiras e mercados e contrato com a empresa Consladel
FABÍOLA PASCARELLI Manaus

A três meses do início da campanha eleitoral, vereadores de oposição da Câmara Municipal de Manaus (CMM) reeditaram casos polêmicos da gestão do prefeito Amazonino Mendes (PDT) como a privatização de espaços públicos e o contrato com a empresa Consladel.

Em pronunciamento na tribuna da CMM, nessa quarta-feira (26), a vereadora Lúcia Antony (PCdoB) prometeu ingressar, hoje, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) para suspender a Lei 1.580/11, que permitiu a privatização de áreas públicas como mercados e feiras. “Nós queremos evitar que o prefeito Amazonino Mendes entregue o patrimônio do povo à iniciativa privada para grupos que, inclusive, nem são de Manaus”, afirmou.

Na terça-feira, o vereador Waldemir José (PT) apresentou requerimento à Mesa Diretora, solicitando a convocação do presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Walter Cruz, e do secretário Municipal de Infraestrutura (Seminf), Américo Gorayeb, para prestar esclarecimentos sobre o contrato com a Consladel.

Em 2010, a Prefeitura de Manaus assinou contrato, no valor de R$ 90 milhões, com a empresa, para serviços de implantação de radares como lombadas eletrônicas e corujinhas nos semáforos, além de sinalização vertical e horizontal, placas de orientação turística, semáforos inteligentes e implantação do centro de controle operacional.

Denuncias

A Consladel foi alvo de denúncias em âmbito nacional por suspeita de corrupção nas cidades onde atua. Por conta disso, o Ministério Público do Estado (MPE-AM) iniciou investigação para apurar a situação em Manaus. Em 2009, a empresa, que doou R$ 75 mil à campanha de Amazonino Mendes, foi declarada vencedora de licitação para realizar serviços no sistema viário de Manaus.

O parlamentar petista disse que causa estranheza que, mesmo sem ter realizado nem 50% dos serviços para os quais foi contratada, a Consladel foi “agraciada” com um aditivo de R$ 7,2 milhões.

“Os serviços realizados até agora pela Consladel, como pintura de faixa de pedestre e retirada de radares eletrônicos, foram feitos de forma precária, mesmo assim, em janeiro deste ano, a prefeitura pagou R$ 21,6 milhões, alegando que 23,8% dos serviços contratados já tinham sido realizados, ou seja, nem 50% foram atingidos e a empresa já teve pedido de aditivo aprovado”, afirmou.

Também em pronunciamento na tribuna, o vereador Joaquim Lucena (PSB) criticou o ‘abandono’ do Terminal Pesqueiro de Manaus, que custou R$ 14 milhões. Criado na gestão do ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), o entreposto está parado por conta de pendência judicial.

Para o líder do prefeito na CMM, vereador Homero de Miranda Leão (PHS), a oposição está “requentando” assuntos, segundo ele, já esclarecidos à exaustão. “Pegaram a pasta do passado e esqueceram de assuntos do futuro”, disparou. “Eu vejo, nesses discursos, posicionamentos devido a aproximação das eleições. Falar do que passou é fácil, eu quero ver é mostrar soluções”, disse.

CPI da Água ainda está ‘morna’

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Água da Câmara Municipal de Manaus (CMM) continua seguindo ‘a passos lentos’ no trabalho de investigação.

Nessa quarta, uma reunião foi suspensa porque o presidente da CPI, vereador Leonel Feitoza (PSD), alegou que está doente e não compareceu ao parlamento municipal nos últimos dois dias.

Para o vereador Waldemir José (PT), que propôs a CPI, está havendo morosidade. “Não acho que seja incompetência ou má fé, então estou tentando encontrar uma explicação”, afirmou.

O relator da CPI, vereador Marcel Alexandre (PMDB), negou que os trabalhos estejam atrasados. “Nós já recebemos uma grande documentação da Águas do Amazonas e da Arsam e cada vereador está analisando junto com sua assessoria”, afirmou.

O presidente da Casa, Isaac Tayah (PSD), afirmou que já está em análise a contratação de dois técnicos.