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PAC fechado atrapalha vida de usuários em Manaus

Unidade localizada no Porto de Manaus foi interditada, por determinação da Vigilância Sanitária, em função da cheia 29/05/2012 às 07:14
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Desde 23 de maio que o Negro sobe, em média, um centímetro por dia e assim deve ultrapassar a marca de 30 metros
Carolina Silva Manaus

Dezenas de usuários que procuraram na manhã desta segunda-feira (28) algum dos serviços oferecidos na unidade de Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) do Porto de Manaus, Centro, foram surpreendidas com a informação de que o atendimento no local está suspenso até o dia 28 de junho e reclamaram do aviso de última hora. Por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a unidade vai ficar interditada por 30 dias devido a cheia do rio Negro.

A cota registrada nesta segunda (28) pelo monitoramento hidrológico do Porto de Manaus foi de 29,96 metros. E a 17 centímetros de atingir a cota máxima prevista pela Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que é de 30,13 metros, a cheia do rio Negro tem aumentado os transtornos à população.

“Vim aqui pra tirar a segunda via do CPF e me deparei com o aviso de que esta unidade não está funcionando. O jeito vai ser procurar outro PAC amanhã de manhã”, disse o industriário Marcos Gonçalves, 31.

A assistente administrativa Raquel Monteiro, 29, também foi surpreendida ao procurar a unidade para solicitar o  seguro desemprego. Ela reclamou da falta de divulgação.

“Acordei cedíssimo pra conseguir pegar uma senha aqui no PAC e aí só quando a gente chega aqui é que somos avisados da  situação”, disse.

A determinação de interdição do PAC do Porto foi expedida na sexta-feira, quando a cota do rio Negro foi registrada em 29,93 metros. Para a Anvisa, a paralisação das atividades na unidade trata-se de uma medida de precaução para não colocar em risco a saúde da população e o tempo de interdição está condicionado à descida do nível das águas. A Defesa Civil do Município elaborou um laudo da estrutura do prédio e não registrou nenhum problema.

“Eles deveriam ter avisado com antecedência sobre a interdição. Muita gente ainda tá vindo aqui pra buscar atendimento e dá de cara nas portas fechadas”, criticou o a universitária Michele Santos, 20, que pretendia solicitar a primeira via da Carteira de Trabalho.

A orientação da Ouvidoria Geral do Estado é para que os usuários procurem o PAC mais próximo do Porto, ou seja, o PAC Educandos, localizado na avenida Beira Mar. Mas a população também pode procurar os PAC’s da Compensa, da Cidade Nova, do São José e o do Alvorada.

Ambulantes têm prejuízos na Matriz
Com o rio Negro ainda subindo, em média, um centímetro ao dia desde o dia 23 de maio, as águas das galerias de esgoto também estão prejudicando cada vez mais os vendedores ambulantes na praça da Matriz.

“A água já tá bem próxima da minha banca. Hoje vim só pra retirar as minhas mercadorias porque não tem mais condições de ficar aqui. As vendas caíram bastante aqui nessa área. O jeito vai ser ficar em casa e tentar vender algo por lá mesmo”, disse a ambulante Maria Pantoja.

O ambulante Zacarias Alves já teve que suspender a banca onde vende sapatos com tábuas para continuar trabalhando no local. “O jeito é improvisar até as águas começarem a baixar”.

Na avenida Eduardo Ribeiro, próximo ao Relógio Municipal, as águas das galerias já estão quase invadindo a calçada. “Em 2009 não afetou tanto essa área aqui não”, acrescentou a ambulante Maria Pantoja.