Publicidade
Manaus
MANIFESTAÇÃO

Pais de alunos de colégio da PM protestam a favor de cobrança de taxas na escola

Para eles, o pagamento de R$ 480 para APMC, mesmo em se tratando de colégio público, é importante. Cobranças foram suspensas pela Justiça 17/12/2017 às 11:18 - Atualizado em 17/12/2017 às 14:07
Show whatsapp image 2017 12 17 at 10.20.28
(Foto: Euzivaldo Queiroz)
Geizyara Brandão Manaus

Pais de alunos do Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM) se manifestaram, na manhã deste domingo (17), próximo da Arena Amadeu Teixeira em favor da taxa da Associação de Pais e Mestres do Colégio da Polícia Militar (APMC) no valor de R$ 40 mensais  - ou parcela única de R$ 480.

No último dia 13, uma decisão da juíza Rebeca de Mendonça Lima, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas, suspendeu, em caráter liminar, a cobrança de quaisquer taxas ou valores a título de contribuição para a Associação de Pais e Mestres, sejam eles voluntários ou não, para fins de matrícula, rematrícula, expedição de diploma, aquisição de material ou uniforme escolar.

Mesmo desempregada, Rejane de Oliveira defende a cobrança afirmando que há diferença no ensino por conta do valor investido. "Faz muita diferença porque essa taxa contribui com o valor que é destinado pelo governo. Nas nossas escolas não faltam substitutos na ausência dos professores"

Para Oliveira, a taxa ajuda que os alunos não se tornem delinquentes. "Eu prefiro ir até o juiz para rever essa liminar do que daqui a algum tempo para que veja um habeas corpus para tirar a minha filha da penitenciária. Estou contribuindo para o melhor da minha filha", afirmou.

A analista de processos jurídicos, Luciana Araújo, conta que é um investimento no ensino. "Todo o dinheiro arrecadado retorna para a própria escola. A qualidade é visível. Com a decisão de suspender a taxa o CMPM vai ser sucateado", enfatizou.

Empresário e pai de uma aluna do CMPM 8, da Zona Oeste, diz que a taxa torna a escola independente e com autonomia para resolver possíveis problemas. "A escola não precisa ficar esperando o poder público para fazer algum tipo de manutenção", disse.

Mais manifestação

Amanhã, em frente ao primeiro CMPM, no bairro Petrópolis, será realizada uma nova manifestação a partir das 8 horas. 

Os coordenadores do movimento também planejam, ainda para esta semana, um protesto em frente ao Ministério Público, já que na outra semana começam os recessos