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Pais de alunos fazem manifestação em escola na Zona Centro-Oeste de Manaus

O ato reivindicou melhorias na infraestrutura do prédio, que segundo os próprios professores, sofre descaso 10/05/2012 às 18:28
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Pais de estudantes fazem protesto em escola pública de Manaus
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

Grupo de pais de alunos fez uma manifestação na manhã desta quinta-feira (10), por volta das 7h, no prédio da escola municipal Elcy Mesquita Lima, na rua 2, conjunto Hiléia II, Zona Centro-Oeste. O ato reivindicou melhorias na infraestrutura do prédio, que segundo os próprios professores, sofre descaso.

Uma professora que preferiu não se identificar relatou que a escola municipal é alugada pela prefeitura de Manaus (PMM), e os proprietários não fazem reforma há mais de cinco anos. “A prefeitura paga quase R$10.000,00 de aluguel e desde 2006 os proprietários nunca fizeram uma reforma”, declarou.

Ainda de acordo com ela, o prédio da escola está em péssimas condições de abrigar os alunos, que são crianças. “Nossa escola está cheia de infiltrações, mofo, ratos e baratas, nosso alunos não tem refeitório, fazem suas refeições de baixo de sol e chuva”.

Para a mãe de uma aluna, a dona de casa Monique Basílio, 37 anos, a preocupação é que a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) renove o contrato de aluguel com o proprietário do prédio. “Na terça-feira a prefeitura fez uma reunião com o dono do prédio para tratar a questão da renovação do contrato”, lamentou.

Segundo a dona de casa, no mês de fevereiro, ocorreu um princípio de incêndio no prédio da escola que assustou as crianças e pôs em risco a vida dos alunos. “Aqui não tem saída de emergência, nem extintor de incêndio, graças a Deus não aconteceu o pior com as crianças”, ressaltou.

A assessoria de imprensa da Semed informou que o órgão de educação reconhece as péssimas condições encontradas no prédio da escola, e que está em trâmite um novo contrato de aluguel, para que os alunos deixem o local. “No entanto, a foto que circula pela internet, com crianças comendo no chão, foi uma situação montada, que não condiz com a realidade”.

Conforme a nota, o refeitório funciona normalmente e a merenda escolar é abastecida regularmente.  Ainda conforme o texto, o futuro prédio passa por adequações técnicas e o contrato de aluguel passa pelos procedimentos administrativos necessários. “Tão logo terminem as adequações e o contrato de aluguel seja formalizado, os alunos passarão a estudar em um novo prédio”.