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Manaus
NAS ESCOLAS

Pais de alunos temem contaminação por caxumba, mas risco é pequeno

Nas escolas de educação infantil a preocupação é ainda maior, por conta da demora em perceber os sintomas da caxumba 18/05/2017 às 05:00
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Após os cinco casos registrados em estudantes da Ufam, um aluno de escola particular também foi diagnosticado. Foto: Evandro Seixas
Álik Menezes Manaus

O registro de cinco casos de caxumba na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e um no Colégio Adventista Paul Bernard, na Zona Leste de Manaus, colocou estudantes e pais de alunos em “estado de alerta”, com medo de um surto da doença. 

O temor é pela contaminação de outros alunos dentro da sala de aula, como aconteceu na Ufam - todos os estudantes diagnosticados com a doença estudavam na mesma sala, no curso de Ciências Sociais.  Nas escolas de educação infantil a preocupação é ainda maior, por conta da demora em perceber os sintomas da caxumba.

O médico infectologista Alexandre dos Santos Souza orienta pais e alunos a redobrarem a atenção aos primeiros sintomas da caxumba, de forma  a evitar a disseminação da doença. Mas a principal forma de proteção, aponta ele, ainda é a vacinação. “É um doença que tem vacina e é a melhor forma de prevenir”.

De acordo com o especialista, a caxumba é uma doença de fácil contagio e transmissão.  Para evitar um surto é necessário adotar algumas medidas, como não ir à escola nem a locais fechados, evitar compartilhar talhares, pratos, copos e até beijar na boca. “O vírus é transmitido pela saliva, então é importante que esses cuidados sejam tomados”, orientou. 

O médico também alertou que as pessoas infectadas só podem retornar à rotina normal após passar o período em que podem transmitir esse vírus. No caso de pessoas que tiveram o contato direto com pessoas infectadas ou com suspeita, é preciso procurar atendimento médico para receber a vacinação. “É o que chamamos de vacinação de bloqueio, uma das  das medidas para evitar surto”. 

Escola confirma
Segundo a coordenadora pedagógica do Colégio Paul Bernard, Iraide Nunes, a mãe do aluno apresentou atestado médico na terça-feira e, se novos casos ocorrerem, a direção da escola vai acionar a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).  “Vamos pedir que eles venham aqui para uma ação de vacinação para evitar um surto”, disse.

A Semsa informou que uma equipe iria até a escola ontem à tarde para averiguar o caso e adotar providências.  Segundo a pasta, por não ser agravo de notificação compulsória, não há registros para realizar um comparativo com número de casos anuais. Segundo a pasta, há várias definições de surto e isso depende do tipo de agravo e as condições em que ocorrem. "No caso de caxumba, a partir de dois casos numa mesma instituição onde há aglomerado de pessoas que convivem diariamente, é recomendado que seja feito a notificação imediata à vigilância para que se adote as medidas de controle em tempo oportuno".

Cinco alunos do Instituto de Filosofia, ciências Humanas e Sociais (IFCHS) da Universidade Federal do Amazonas foram diagnosticadas com a doença.