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Palmeiras imperiais voltam a brotar, na Zona Centro-Sul de Manaus

Em janeiro deste ano, 10 exemplares de espécie exótica de palmeiras estiveram em risco de morte, devido o desgate das folhas e uso como abrigo de aves 11/06/2012 às 16:06
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Espécie exótica, a palmeira imperial, servia de abrigo para maracanãs
acritica.com Manaus

Após passarem cinco meses cobertas com redes de proteção, em virtude do desgaste acentuado das folhas e copas das árvores, e também devido à ação de bandos de periquitos-maracanãs, que as utilizavam como dormitórios, as palmeiras imperiais que adornam a fachada do condomínio residencial Ephigênio Salles, localizado no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, estão rebrotando sem que nenhum dano tenha sido causado à natureza.

Em janeiro deste ano, 10 exemplares de espécie exótica de palmeiras estiveram em risco de morte.

Preocupados com o estado das mesmas, os moradores do condomínio buscaram informações junto ao Ibama e à (Semmas) de como lidar com o ocorrido.

A recomendação dos órgãos foi pelo uso das telas protetoras, uma vez que elas impediriam os pássaros de pousarem nas copas e palmas, levando-os a buscar árvores próximas situadas em outras rotas e dispersando os bandos muito concentrados na referida área.

Havia uma superpopulação das aves no local, atraídas principalmente pela altura das palmeiras.

Na oportunidade, a Semmas informou que a medida tinha finalidade preventiva, visto que o avanço do processo de desgaste das palmeiras imperiais poderia causar acidentes graves como a queda de folhas e da própria árvore sobre pedestres e veículos.

As redes de proteção, ao contrário do que alguns imaginaram, visava também proteger as aves, pertencentes à fauna silvestre amazônica.

De acordo com a Semmas, em momento algum, o uso das redes caracterizou maus tratos aos pássaros, que continuam alegrando com seu canto as tardes daquela área da cidade.

A Semmas reafirma que não há qualquer relação entre a cadeia alimentar dos periquitos-maracanãs e as palmeiras imperiais, como também afirmaram alguns equivocadamente. Na ocasião a medida de cobrir as palmeiras tornou-se alvo de polêmica nas redes sociais.

A palmeira imperial é uma espécie arbórea exótica (trazida de fora para cá) e que, por esta razão, está exposta a esse tipo de ocorrência.

No Plano Diretor de Arborização, aprovado em abril deste ano pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Comdema), estão estabelecidas as normas e parâmetros da arborização da cidade, com os percentuais permitidos de espécies exóticas e priorizando a utilização das árvores nativas amazônicas.