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Panificadoras do AM não têm o que comemorar no dia do pão

Setor avalia que insumos estão alto e o preço do pão francês em Manaus está defasado 17/10/2012 às 08:23
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Insumos encarecem preço do pão
Jornal A Crítica Manaus

O consumidor local está pagando pelo quilo do pão – cujo dia mundial foi comemorado nessa terça-feira (16) – um preço defasado. Há panificadoras onde o quilo dele sai a R$ 9, mas, a julgar pelas palavras do presidente do Cooperativas de Panificação em Manaus, Evandro Rodrigues da Silva, o preço real deveria ser outro. Mais caro, “visto que os valores dos insumos praticados para o Amazonas inviabilizam o negócio e por isso o valor do ‘pãozinho’ está defasado, assim como o salários dos empregados do setor”, disse Evandro.

Manaus tem 800 estabelecimentos regularizados que vendem pães  e um total de 1.500, incluindo os irregulares. A produção média de uma panificadora de médio porte é de 4 mil pães franceses por dia. Grandes panificadoras chegam a produzir até 10 mil unidades de pão. O salário médio dos trabalhadores do setor é de R$ 700, podendo chegar a mais de R$ 2 mil para confeiteiros com  experiência no mercado.

De acordo com Evandro, a grande questão é que, toda vez que a farinha é reajustada, os demais insumos também têm os preços elevados. A farinha em si não é o insumo mais caro. Há cinco meses o quilo do trigo era vendido por R$ 1,08, hoje, o produto é vendido a partir de R$ 1.41, um aumento de 30,5%. O insumo mais caro entre todos utilizados na produção do pãozinho é o que denominam como “melhorador de farinha” cujo quilo sai a R$ 15.

“Outro agravante é que diante de tudo isso nosso preço varia de R$ 6 a R$ 9 e os clientes ainda reclamam, mas o custo aqui é alto, pois nenhum insumo é produzido no Estado”, disse Evandro. Segundo ele, no Paraná, de onde provém a maior parte do trigo utilizada no Estado, o quilo do pão é R$ 12.