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Para técnicos da Seduc e Ufam horário indigesto do ENEM é normal

Até 2008 a prova era aplicada no mês de agosto. A partir daí é que mudou para outubro e novembro, coincidindo com o horário de verão 02/11/2012 às 09:43
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Por conta do horário de verão, os estudantes que irão fazer a prova do ENEM deverão estar na sala às 10h
Ana Célia Ossame e Nelson Brilhante Manaus, Am

Representantes de instituições de ensino do Amazonas encaram com normalidade a situação adversa em que 150 mil alunos amazonenses farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste final de semana em Manaus. Por conta do horário de verão adotado pelas principais regiões brasileiras, os amazonenses terão que permanecer nos locais de prova de 10h às 16h30, amanha, e até às 17h30 no domingo.

O horário remete a lembrança nada agradável do extinto “turno da fome”, expressão que substituiu o nome oficial “turno intermediário”, devido à maioria dos alunos ficarem até o meio da tarde apenas com o café da manhã.

O diretor de Políticas e Programas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), Edson Melo, disse que reconhece o desconforto do horário, mas que o fato se repete há quatro anos sem provocar maiores contestações.

 “Até 2008 a prova era aplicada no mês de agosto. A partir daí é que mudou para outubro e novembro, coincidindo com o horário de verão. Mas, estamos nesse processo há quatro anos e ninguém reclamou disso”, declarou, sem lembrar que alunos do Sul e Sudeste não sofrem com o problema e que desde que o Enem foi criado são eles que abocanham as vagas dos cursos mais disputados, como Medicina e Direito.

Segundo Melo, diante de uma situação irreversível como esta, aumenta a responsabilidade dos pais e dos próprios alunos. “Cabe aos pais, além de orientar e até preparar o espírito dos alunos mais novos e os próprios candidatos terem muito cuidado com a alimentação que vão ingerir nos dias de provas”, orienta o diretor.

Se submeter a uma avaliação composta por duas provas de 45 questões cada, no horário entre 10h e 17h30, provavelmente compromete o raciocínio, mas nada que possa trazer graves prejuízos em termos de resultados. Esta é a opinião do pró-reitor adjunto da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Francisco Hara.

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