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Parada de ônibus desativada por causa de baderneiros prejudica comunidade de Manaus

Empresa suspendeu a parada dos coletivos após confusão envolvendo funcionário. Agora os passageiros esperaram o ônibus expostos ao sol ou chuva 19/03/2013 às 10:44
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Terminal é usado para bebedeiras, jogos de baralho e até por usuários de drogas
Nelson brilhante ---

Os moradores das ruas próximas ao terminal de ônibus da praça do Furtado, bairro Petrópolis, Zona Sul, estão revoltados porque a empresa Vega suspendeu a parada dos coletivos depois que um de seus funcionários foi agredido no local. O fato ocorreu por volta de 18h do último sábado, na confluência das ruas Raul Antony e Ferreira Sobrinho.

Todos os finais de semana um grupo de pessoas transforma o prédio do terminal num local de festa, bebedeira, jogo de baralho e, segundo a denúncia, uso de drogas. Os passageiros são obrigados a esperar o ônibus expostos ao sol ou à chuva.

Sábado, policiais do 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP) recolheram o baralho, quebraram uma mesa e dispersaram o grupo. Alguns retornaram ao local para apedrejar os ônibus e agredir fisicamente o despachante Afonso Silva por entenderem que foi ele quem chamou a polícia para intervir na festa.

O terminal virou apenas parada dos seis ônibus da linha 601, prejudicando os moradores. A doméstica Francisca da Silva, 50, mora há 36 anos nas proximidades e lamenta pela situação, visto que depende do transporte coletivo. “Esse pessoal que ocupa a praça diz que não precisa de ônibus porque eles têm carro. Não é o nosso caso. A associação do bairro parece que nem existe. Se voltarem atrás, vai ser uma felicidade”, apela a moradora

Na opinião do comerciante Antônio Souza, 47, caso a Vega decida pelo fim do terminal, o melhor seria a prefeitura demolir o prédio. “Se os ônibus vão ficar só passando e aqui não vai mais ser fim de linha, então é melhor tirar tudo. Só assim acaba a farra dos baderneiros”, acredita.

 “Todo final de semana esses baderneiros tomam conta de toda a praça do Furtado com jogo, bebida, consumo de droga e som alto. Parece que o espaço é deles. O problema é que não podemos pagar por isso. Quem precisa sair de madrugada ou vai pegar ônibus em outro lugar ou se arrisca a ser assaltado em pleno prédio do terminal”, denuncia uma moradora que pediu para não ser identificada, temendo represálias.

O despachante Jacob da Silva, 23, disse que a  Vega ainda não tomou uma decisão sobre o assunto, tanto que ele continua dando expediente no local. A determinação é que continue no local.