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Parada Gay colore Avenida do Samba

Avenida do Samba foi tomada por pelo menos 50 mil pessoas que se divertiram com as performances de drag queens 16/09/2012 às 21:50
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“Homofobia tem solução: educação e criminalização”
Luana Gomes Manaus

Com o apoio de “anjos” e “demônios”, a 15ª edição da Parada Gay reuniu em torno de 50 mil participantes, conforme estimativa da Polícia Militar (PM). A festa aconteceu das 16h de ontem até por volta das 2h desta manhã, na Avenida do Samba, entre a rua Loris Cordovil e a avenida Pedro Teixeira, na Zona Centro-Oeste, e contou com muita música eletrônica, trios elétricos, shows de drag queens e gogo boys.

Apesar da estimativa de participação menor que a esperada (200 mil) - e até mesmo menos que a quantidade de pessoas presentes na edição anterior (120 mil) -, o movimento comemorou a aceitação cada vez maior de famílias heterossexuais à festa, especialmente em um ano no qual o tema foi “Homofobia tem solução: educação e criminalização”.

De acordo com a presidente da Associação Amazonense de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis (AAGLBT), Bruna La Close, em 12 anos de representação no Estado é perceptível o respeito cada vez maior da população à classe.

A dona-de-casa Nazaré Marques Lima levou os três filhos ao evento. Ela destacou que as crianças precisam ser ensinadas desde cedo a respeitar o próximo. Junto ao marido, a bibliotecária Simone Gomes também levou o filho de cinco anos para participar da Parada Gay pela primeira vez. Simone destacou que todos precisam aprender a conviver com a diversidade sexual.

Quem se emocionou com o número de famílias heterossexuais entre o público brincante foi o apresentador oficial do evento, Daniel Rodrigo da Silva. “A gente observa a quebra de barreiras”, avaliou.

O esquema de segurança montado para o evento contou com um grupo de 150 policiais militares, sob o comando do capitão do Comando de Policiamento de Área da Força Tática Centro-Sul, Leandro Benevides.

Com a realização do evento, Bruna Bruna La Close comentou que a AAGLBT deve se mobilizar para apresentar aos prefeituráveis propostas específicas para a classe. De acordo com ela, no caso da saúde, por exemplo, ainda existe receio em atender travestis. “Vamos sentar com os candidatos e abordar nossos projetos de governo”, frisou.

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