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Paradas de ônibus da 'praça da polícia' vão ser desativadas no Centro de Manaus

Informação foi passada por gestores municipais ao secretário de Estado da Cultura, Robério Braga, que não precisou a data 19/07/2012 às 07:10
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Paradas improvisadas na praça podem prejudicar o piso, os canteiros e atrair vendedores ambulantes para a região
milton de oliveira Manaus

O secretário de Estado da Cultura, Robério Braga, afirmou, nesta quarta-feira (18), que as paradas de ônibus, situadas na avenida 7 de Setembro, na região da praça Heliodoro Balbi, a “praça da Polícia”, serão desativadas. Ele teme que o local seja deteriorado porque não foi preparado para receber tamanho fluxo de pessoas ao mesmo tempo. O local se tornou ponto de ônibus desde o início do mês passado.

De acordo com o secretário, ele foi informado da retirada do ponto de ônibus pelo titular da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Wesley Aguiar, e o secretário chefe do Gabinete Militar, Otávio Cabral. “A praça não está preparada para receber ponto de ônibus. O ponto que existe lá, vai ser retirado”, garantiu. Ele não soube informar para onde vai a parada de ônibus, nem quando isso vai acontecer.

A CRÍTICA  procurou a SMTU para falar do assunto, mas por meio da assessoria o órgão informou que apresentou “alguns projetos à Comissão para Revitalização do Centro de Manaus”, que estão sendo analisados e que apenas o presidente da comissão Manoel Ribeiro, podia falar. Pelo número 9101-71XX A CRÍTICA tentou falar com ele, mas não obteve êxito.

Para os frequentadores da praça da Polícia, o local é lugar de passeio e descanso e não pode receber um volume enorme de pessoas. “O espaço físico da praça não suporta tanta demanda de pessoas. Tenho medo de que, algum dia, fique igual à praça da Matriz, cheia de camelôs porque vendedores de água e bombons já existem no local”, disse o comerciante Manoel Filho, 58, que frequenta a praça há 15 anos.

Ainda de acordo com os frequentadores da praça, principalmente os idosos, o local ainda conserva as belezas das plantas, árvores e calçadas, e a limpeza. “O poder público deve manter a vigilância e a limpeza, evitando ou coibindo abusos das pessoas que podem estragar esse espaço”, disse o empresário Rainerio Rafael, 52.

Dúvidas sobre o futuro de área
O terminal da Praça da Matriz desativado desde o último 2 de junho, devido à cheia do rio Negro, continua sem circulação de veículos. Pessoas que trafegavam, nesta quarta (18), pelo local,  não entendem o que a prefeitura pretende fazer. “Eu sei que está interditado pela cheia, mas a pergunta é: O que vão fazer desse local? Se as galerias estão comprometidas, onde estão trabalhadores e máquinas para realizar os serviços?”, questionou o marítimo Francisco Carlos Mendes, 50.

Ele questionou também o tempo das possíveis obras que podem ser realizadas no local. “Será que vai acontecer o que está acontecendo com a Biblioteca Pública e o Mercado Adolpho Lisboa?”, desabafou o marítimo.

O movimento no comércio, na área da Matriz, caiu 90% e comerciantes estão tendo prejuízo. “Infelizmente, dos seis funcionários que eu tinha, já tive que demitir três e, se o movimento não melhorar, vou ter de demitir mais um. Não há movimento, não há clientes”, disse a empresária Anne Barbosa, 35.

Ela contou também, que os clientes estão deixando de fazer as compras na área da Matriz porque não têm onde estacionar e quando estacionam longe, não querem andar até o local.