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Manaus
Transporte coletivo

Greve dos ônibus afeta 100 mil pessoas e continua até o pagamento do dissídio

Segundo o Sindicatos dos Rodoviários, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (16), 30% da frota de ônibus da cidade foi paralisada. Os trabalhadores buscam o julgamento e a aprovação do dissídio pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 16/05/2016 às 11:53 - Atualizado em 16/05/2016 às 14:30
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Rodoviários e diretoria do STTRM se encontram no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT 11ª) para tentar uma sessão extraordinária / Foto: Antônio Menezes
Silane Souza Manaus (AM)

Após paralisar 30% da frota de ônibus da cidade, na manhã dessa segunda-feira (16),  a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) se encontra nesse momento no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT 11ª) para tentar uma sessão extraordinária. A estimativa de pessoas prejudicadas com a paralisação é de 110 mil agora pela manhã, mas até o final do dia esse número pode chegar a 220 mil.

De acordo com o presidente do STTRM, Gilvancir Oliveira, o objetivo é fazer com que o dissídio da categoria seja julgado o mais rápido possível, pois a greve só acabará com o julgamento e aprovação do reajuste.

“Nós estamos aqui para tentar uma sessão extraordinária para que o julgamento aconteça logo. Se o julgamento e o acordo acontecerem, a greve acaba”, afirmou.

Enquanto nada for resolvido, ele disse que os rodoviários vão continuar na frente do TRT assim como a paralisação da frota de ônibus também seguirá nos próximos dias.

“Aqui será nosso agrupamento e a greve não vai acabar enquanto não houver um acordo”, enfatizou.

Ainda segundo o sindicalista, sem o comum acordo assinado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), a categoria ficará sem reajuste.

“O tribunal [TRT] vai extinguir o processo por conta dessa assinatura, que por força e direito, o Sinetram tem que assinar. Eu não estou brigando por aumento de salário imediato, só quero o comum acordo. Dei do dia 30 até a semana passada para ele [prefeito] pressionar as empresas a assinarem o comum acordo, senão eu teria que agir”, explicou.

Início da paralisação

A paralisação de hoje começou às 5h e, de acordo com o presidente do STTRM, segue a liminar instaurada pela justiça. Segundo ele, entre 4h e 9h, 30% da frota seguiu paralisada e após esse horário o número subiu para 70% dos veículos. A partir das 16h até as 20h, quando há o retorno de horário de pico, a paralisação volta a ficar em 30%.

De acordo com o Sinetram, 30% das frotas de ônibus está paralisada desde o último sábado (14).

 

*colaborou os repórteres Janaína Andrade e Lúcio Pinheiro