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Manaus
GREVE

Em 'pré-greve', mais de 10 mil professores iniciam paralisação nesta segunda-feira

Segundo sindicato que lidera movimento, atividades em colégios estão suspensas a partir desta segunda-feira 18/03/2018 às 16:58 - Atualizado em 18/03/2018 às 17:07
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(Foto: Jander Robson)
Isabella Pina Manaus (AM)

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical) estima a adesão de pelo menos dez mil professores da rede pública do Estado à greve deflagrada pelo grupo na última sexta-feira. A greve, no entanto, só deve começar na quinta-feira, por conta do prazo legal de 72 horas para comunicação da paralisação ao Governo do Estado. 

O cronograma, para quem está em comando de greve, é o seguinte: na segunda-feira os documentos oficializando a paralisação serão entregues ao Governo. Na terça e quarta professores e pedagogos visitam escolas para conversar com alunos e professores que ainda não aderiram à greve. É o momento de conscientização, segundo os grevistas.

De acordo com a Seduc, atualmente, no Amazonas, existem 1066 pedagogos e cerca de 26 mil professores em exercício. Isto é: com a paralisação, de acordo com o número previsto pela Asprom, a paralisação abrange 38,4% da categoria.

De acordo com Helma Sampaio, coordenadora geral da Asprom, o número pode ser ainda maior.  A previsão, incluindo profissionais do interior do Amazonas, é de que o número de grevistas chegue a 12 mil profissionais da área. Caso atinja esse número, a taxa de grevistas chega a ser 46% do número total de funcionários públicos.

“Só em Manaus devemos ter 10 mil professores que aderiram à greve. Além do pessoal dos municípios. Isso deve chegar a 12 mil, mais ou menos. Nos dias antes do início oficial, nós iremos às escolas para conversar com alunos, seus pais e professores. Nesta segunda-feira nossos advogados já levam os documentos referentes à deflagração da greve com a lista de presença para a sede do Governo e da Seduc”.

Na quinta-feira, todos os grevistas se reunirão em ato público em frente à sede do Governo, às 7h. A expectativa é de presença total dos professores que aderiram ao movimento.

Seduc nega paralisação

A Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino esclarece que, independente das manifestações, todas as negociações do caso estão sendo feitos entre Governo e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam). Em nota, o órgão diz que não há suspensão de aulas.

"A Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) informa aos estudantes e familiares que não há nenhuma suspensão de aulas, estando todas as escolas estaduais em Funcionamento regular nos horários preestabelecidos para cumprimento do calendário escolar aprovado para o corrente ano letivo".

Escolas fazem anúncio

O Colégio Militar da Polícia Militar,  unidade do Petrópolis, por exemplo, é uma das escolas que aderiram à paralisação. Uma nota, destinada aos pais de alunos dá o indicativo de greve. 

"Comunicamos aos Senhores Pais e responsáveis dos alunos do CMPM I - Sede e Subunidade Cachoeirinha, que em virtude da paralisação dos professores, as aulas neste estabelecimento de ensino estarão suspensas a partir de 19/03 (Segunda-feira), dessa forma, retornaremos às atividades normais assim que os professores se reapresentarem ao trabalho, o qual será comunicado aos pais e responsáveis através deste canal de comunicação".

Cabo de guerra com o Sinteam

Enquanto a Asprom protesta e rejeita as propostas, representantes do Sinteam, se reuniram com o governador na tarde desta sexta-feira para fechar o decreto que adota parte das demandas da classe. Foram assinado os decretos de promoções verticais, para 3.516 professores que concluíram cursos de especialização, e do auxílio-refeição no valor de R$ 220 para todos os servidores da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade (Seduc), direto na folha de pagamento, e mais R$ 200 para o docente e/ou pedagogo que estiver em atividade na sala de aula, totalizando R$ 420.

Requisições

Os profissionais públicos da área de educação militam por reajustes pontuais. Salário, data base e plano de saúdo são as principais pautas. A categoria reivindica 30% de reajuste salarial e mais 5% de aumento real de salário, totalizando um índice de 35%.Na sexta-feira, o governador ofereceu, de contraproposta, 4,57%. Proposta vexatória, segundo a classe.

Plano de saúde

Por orientação do governador, o Sinteam, em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), irá buscar medidas judiciais para que sejam cumpridas as cláusulas do contrato firmado com a Hapvida, para que os professores que atuam no interior sejam contemplados com serviços da rede de assistência do plano. 

Data base

O Governador declarou que pagará de forma gradativa, sem infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as datas bases dos anos de 2015 e 2016, conforme limite prudencial baseado na receita do Estado. Em relação ao pagamento da data base de 2017, estipulado pelo governo em 4,57%, ainda segue em análise pelo sindicato da categoria. 

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