Publicidade
Manaus
Manaus

Parlamentar denuncia mortes no hospital psiquiátrico em Manaus

Caso a Susam não reveja a sua política de saúde mental, o deputado pretende acionar o Ministério Público para cobrar judicialmente os responsáveis pela omissão em relação aos pacientes que ainda residem no hospital 05/12/2012 às 17:57
Show 1
Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro
acritica.com Manaus

A Susam (Secretaria de Estado da Saúde) permitiu a formação de uma fila da morte entre os pacientes que residem no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, ao descentralizar o atendimento à saúde mental, sem estabelecer residências terapêuticas para esse público, conforme preconiza a legislação federal. A afirmação foi feita nesta terça-feira (4)  pelo deputado estadual Luiz Castro (PPS), ao lamentar a morte de três pacientes abandonados no hospital, em dois meses sem o suporte terapêutico, que foi transferido para outras unidades de saúde.

Caso a Susam não reveja a sua política de saúde mental, o deputado pretende acionar o Ministério Público para cobrar judicialmente os responsáveis pela omissão em relação aos pacientes que ainda residem no hospital. "Transformaram o hospital num campo de concentração com uma fila da morte entre os pacientes que sofrem sem assistência", questionou.

Para o deputado, a situação é inadmissível, uma vez que existem pacientes morando há 15 e até 30 anos no hospital e que não possuem mais vínculos familiares, o que impede o retorno aos seus lares.

"Para eles, a lei determina o estabelecimento de residênciais terapêuticas, o que não foi feito pela Susam", acusa, destacando que é inaceitável o abandono de pessoas que precisam da atenção do Estado. A situação é ainda mais revoltante quando se oberva que o Amazonas é um dos estados mais ricos do País e se permite investimentos como o da ponte Rio Negro que consumiram R$ 1 bilhão.

"Nós não estamos no Haiti, em Gana ou Bangladesh, para deixar seres humanos abandonados e entregues à própria sorte", reclamou.A falta de disposição dos gestores da Susam para o diálogo também contribui para o agravamento da crise na atenção à saúde mental.

Luiz Castro lembrou ainda que no mês passado foi realizada uma audiência proposta por ele para debater o atendimento à saúde ocular no Estado e nenhum representante da Susam se fez presente. "Infelizmente os gestores da Susam se negam até mesmo a debater os problemas de saúde como se não houvesse deficiências", questionou.

Com informações da assessoria.