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Pedido de Concurso Público para FCecon já foi encaminhado ao governador Omar Aziz

A informação foi dada ao Portal acritica.com, pelo secretario de saúde Wilson Alecrim, através de sua assessoria de imprensa, após diversas denúncias de enfermeiros e técnicos de enfermagem que trabalham no setor de emergência do hospital, e que dão conta de leitos e setores inteiros desativados, número insuficiente de funcionários, escassez de material cirúrgico, estresse, depressão e excessos de carga de trabalho 23/05/2012 às 10:32
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Nessa terça-feira (22), os profissionais de saúde da FCecon se reuniram no auditorio do hospital para debater o futuro da categoria
JOELMA MUNIZ Manaus

A realização de um concurso público para suprir a necessidade de profissionais de saúde na Fundação Centro de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) já foi encaminhada ao governo do Estado, e a secretária de Estado de Saúde (Susam), aguarda um posicionamento do governador Omar Aziz (PSD), quanto à realização do certame.

A informação foi dada ao Portal acritica.com, pelo secretario de saúde Wilson Alecrim, através de sua assessoria de imprensa, após diversas denúncias de enfermeiros e técnicos de enfermagem que trabalham no setor de emergência do hospital, e que dão conta de leitos e setores inteiros desativados, número insuficiente de funcionários, escassez de material cirúrgico, estresse, depressão e excessos de carga de trabalho.

Mas, de acordo com o secretário Wilson Alecrim, as dificuldades encontradas pelos profissionais “podem ser contornadas pela diretoria do local, que pode adotar a Política Nacional de Humanização, do Mistério da Saúde, que tem como foco principal a humanização do atendimento aos pacientes, com medidas simples e de fácil aplicação na rotina de atendimento”.

Maria de Sá que tem um parente internado na FCecon reclamou da quantidade de médicos disponibilizados pelo hospital. Ela diz que seu primo tem câncer nos ossos, e que encontra problemas para receber o atendimento do único médico especializado para realizar suas consultas.

 “É um absurdo que para atender a quem tem câncer no osso exista apenas um médico. Vale lembrar que ele atende a demanda de todo o Estado, isso é uma vergonha”, lamentou.

Já o diretor da FCecon, Edson de Oliveira Andrade, admitiu que existe apenas um médico atendendo na sub-especialidade, mas, ponderou que essa é uma situação de toda a região Norte. “Estamos bem se formos confrontar com a disponibilidade de outros Estados da região, vamos ver que é uma situação generalizada”, falou, defendendo que os atendimentos no local são realizados de maneira adequada, e que os que não podem ser tratados no Estado são acolhidos por um programa de atendimento em hospitais pelo Brasil.

Segundo a assessoria de imprensa da FCecon, o hospital que é referencia no tratamento de câncer no Amazonas, conta com um corpo de 734 funcionários, dos quais 100 são médicos que atendem em diversas especialidades.