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Pedido de demissão do delegado-geral da Polícia Civil repercute na ALE-AM

O deputado Marcelo Ramos (PSB) disse temer que o pedido de demissão do delegado-geral pode ser uma estratégia para que o ‘Quinteto Fantástico’ continue em seus cargos 23/05/2012 às 13:00
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Após a denúncia, o grupo de beneficiados pelas ações de Mário César ficou conhecido na imprensa como o ‘Quinteto Fantástico’
acritica.com Manaus

O pedido de demissão do delegado geral da Polícia Civil do Estado, Mário César Nunes, oficializado por ele nessa terça-feira (22), foi lembrado pelos parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), nesta quarta-feira (23).

Mário Cesar está sendo investigado por ter beneficiado seu filho, Caio César Nunes, e mais quatro candidatos reprovados em concurso com os cargos de delegados de polícia. O Tribunal de Contas do Estado (TCE/AM), o Ministério Público Estadual (MPE/AM) e uma comissão criada pelo Governo do Amazonas investigam o caso. Após a denúncia, o grupo de beneficiados pelas ações de Mário César ficou conhecido na imprensa como o ‘Quinteto Fantástico’.

Para o deputado Luiz Ricardo (PT), foi um passo importante em abrir espaço para renovação do comando da gestão da Polícia Civil. “As qualidades exigidas para alguém estar à frente do comando da Polícia Civil incluem ter honestidade, humildade, conhecimento, experiência e firmeza que, segundo ele, são essenciais ao exercício da função”, disse, lembrado que o interior do Estado está prejudicado com a falta de delegados.

“Vinte e sete municípios estão sem delegados, há uma bagunça geral na Polícia Civil, apesar da realização do concurso”, emendou.

Já o de socialista Marcelo Ramos, enfatizou que a saída de Mário César do posto, não legaliza a polêmica.

Ramos disse temer que o pedido de demissão do delegado-geral pode ser uma estratégia para que o ‘Quinteto Fantástico’ continue em seus cargos. “O governador Omar Aziz deve, imediatamente, anular os atos de nomeação dos quatro delegados, para que se dê transparência e seriedade à Polícia Civil do Amazonas”, ressaltou.