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Petrobras ameaçada de greve no Amazonas

Mais de 100 mil servidores, sendo 1,5 mil no Amazonas, podem cruzar os braços. Eles querem maior participação nos lucros 14/07/2012 às 10:19
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Os petroleiros querem aumento de 2,3% de PLR em comparação a 2010
LUANA GOMES Manaus

Os funcionários da Petrobras ameaçam entrar em greve a partir da sexta-feira (20), em virtude da mudança na proposta da estatal quanto a Participação nos Lucros e Resultados de 2011 (PLR 2011). Em conjunto com a ação nacional, os servidores amazonenses também se preparam para “cruzar os braços”.

Desde essa sexta-feira (13), as 14 entidades estaduais ligadas a Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizaram assembleias para deliberar a respeito da possível greve. Com a ameaça, a Petrobras informou, em posicionamento nacional, que as negociações estão em andamento e há pretensão de se reunir com a categoria no próximo dia 17.

Segundo o secretário de administração e finanças da Federação, Aldemir Caetano, com a apresentação de um lucro menor em 2011, quando comparado a igual período de 2010, os trabalhadores reconheceram a necessidade de diminuir o percentual de participação.

Contudo, as atitudes tomadas pela empresa para definir a quantia de acionistas e servidores contrariaram este “reconhecimento”. “O tratamento foi diferenciado”, criticou Caetano.

Segundo o representante, a medida normalmente adotada é  que os acionistas recebam 27% do lucro líquido, enquanto o montante dado aos funcionários seja de 12%. No entanto, em comparação a 2010, o secretário afirmou que a Petrobras adicionou a participação de 2,3% dos dividendos para os acionistas. Enquanto isso, houve redução de 7,8% da quantia destinada aos trabalhadores, em relação a 2010. A cobrança da federação é que a empresa estenda o mesmo tratamento dado aos acionistas para os petroleiros.

De acordo com o representante, as assembleias estão sendo realizadas para definir quais atitudes serão tomadas, especialmente quando há unanimidade na elaboração de uma greve, caso não aja acordo com a estatal. Com base nos dados da Federação, mais de 100 mil trabalhadores atuam no sistema Petrobras e no Amazonas há pelo menos 1,5 mil servidores.

Caetano explicou que a greve não deve influenciar no aumento do preço dos combustíveis, tendo em vista que este processo de elevação é feito a partir de uma adequação com os preços internacionais e com base na política de governo. Entretanto, ele detalhou que a produção deve ser prejudicada, impondo prejuízos a empresa e não ao consumidor final.

Eletricitários dão início à paralisação

Enquanto os funcionários da petroleira estão em fase de promessa, os eletricitários iniciam nesta segunda-feira a paralisação de suas atividades por tempo indeterminado. A estimativa é que aproximadamente 800 servidores dos mais de 2,2 mil que atuam no Estado participem do movimento.

Dentre as reivindicações, os servidores solicitam reajuste salarial de 10,1%. O presidente da entidade, José Alberto Alves, comentou que as interrupções de energia costumam ser maiores em período de verão, por isso a transmissão pode ser prejudicada para atender a demanda do consumidor final e do Polo Industrial.