Publicidade
Manaus
Manaus

PF do AM cumpre mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta em Manaus

O alvo da investigação é o desvio de combustíveis no estado 21/03/2012 às 14:35
Show 1
Delegado Federal Pablo Oliva explica em coletica de imprensa, esquema de desvio de combustível
Evelyn Souza e Joana Queiroz Manaus

Agentes Federais cumprem na manhã desta quarta-feira (21), 13 mandados de busca e apreensão na cidade. O alvo da operação é a repressão a desvio de combustíveis no Estado.

De acordo com o superintendente da Polícia Federal (PF), Sérgio Fontes, esse é um trabalho de investigação que já vem sendo feitos há seis meses.

“Os desvios são feitos de vários lugares, do serviço público e instituições privadas. Inclusive estamos verificando também refinarias que recebem verba do governo federal”

O superintendente informou ainda que outras ações já foram feitas dentro desse trabalho de investigação, inclusive ano passado, uma ação desse tipo também foi realizada.

Uma equipe coordenada pelo delegado de Polícia Federal, Josafá Batista, cumpriu mandado nesta manhã, no edifício “Casteli”, localizado na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, onde reside um empresário do ramo de combustíveis, identificado como Mário Macuxi.

Outra equipe esteve no residencial “Greenwood”, localizado na Avenida Efigênio Sales, Adrianópolis, Zona Centro-Sul, e também em empresas do Distrito Industrial, Zona Sul.

Além das casas, os mandados também foram cumpridos nos escritórios das empresas ITC da Amazônia, Transbetume, CMV e Mosseg, onde documentos, computadores, entre outros materiais  foram apreendidos para serem encaminhados à perícia.

Esquema
De acordo com o delegado federal Pablo Oliva, as quatro empresas alvos de investigação compravam óleo queimado, transformavam o produto em combustível para embarcações e o revendiam, a preços a praticados a baixo do mercado, o que segundo ele, é ilegal.

Conforme Oliva, em Manaus apenas a Refinaria de Manaus (Reman) e a Ceam possuem autorização para produzirem combustível.

Amostras dos produtos foram recolhidas para análise e alguns depósitos das quatro empresas envolvidas foram lacrados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que atuou em conjunto com a PF.

O delegado federal também explicou que o crime praticado pelas empresas se enquadra na lei nº 8.176/91 (crime contra a ordem econômica), cujas penas variam de 1 a 5 anos de detenção.