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Piloto Antônio José é enterrado no São João Batista

O corpo do piloto Antônio José Maia foi enterrado na manhã desta quarta-feira, 29, e foi acompanhado por familiares, amigos e colegas. A família ainda muito comovida pela morte do comandante, preferiu não dar entrevista 29/02/2012 às 18:30
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Piloto morto, Antônio José Maia
Marlen Lima Manaus

O piloto Antônio José de Almeida Maia, 54, morto em um acidente aéreo na manhã desta terça-feira, 28, foi enterrado ontem, 29, às 10 horas no Cemitério São João Batista, situado na rua Praça Chile esquina c/ Boulevard Álvaro Maia, Praça 14, zona Sul de Manaus. O corpo do comandante estava sendo velado na Funerária Almir Neves, na rua Monsenhor Coutinho, Centro.

O velório e o enterro de Antônio José foram de responsabilidade da empresa que o piloto trabalhava, a CTA Táxi Aéreo. A família, muito comovida pela morte “precoce” do comandante, preferiu não dar entrevista, e nem permitiu que a imprensa acompanhasse o velório, bem como o enterro.

Piloto experiente, segundo alguns parentes que não quiseram se identificar, foi destacado que Antônio José tinha larga experiência na aviação, tendo passado até por situações bastante perigosas em sua carreira, como um pouso de noite, iluminado por oito motos, quatro em cada lado de uma pista em Carauari, a 788 km de distância em linha reta da Capital.

Daí, os pais, bem como esposa e filhos, estarem tão abalados com a morte do piloto. Segundo um sobrinho do falecido, por todos estarem profundamente ressentidos com a perda de Antônio José, preferiam não dar nenhuma declaração, onde poderiam acabar culpando algo ou alguém indevidamente.

Discussão sobre o Aeródromo

O avião, modelo Caravan, prefixo PT-PTB, da empresa CTA Taxi Aéreo, que Antônio José pilotava caiu segundos depois de decolar do Aeródromo de Flores, na Zona Centro-Sul. A aeronave caiu em um terreno onde funciona o depósito da empresa Ramsons, localizado a poucos metros da pista de pouso e decolagem de onde o Caravan partiu às 6h10.

O que se discute agora é se as autoridades tomarão de fato alguma medida legal para a retirada do Aeródromo para outra localidade, mais apropriada para se obter mais segurança, já que se situa em uma região bastante habitada, daí o pânico de muitos moradores com os pousos e decolagens.

Políticos como o senador Eduardo Braga (PMDB) e o governador Omar Aziz (PSD), além de vereadores e deputados, já declararam à imprensa que esse assunto sobre mudança de endereço do Aeródromo deverá ser discutido com mais aprofundidade, e de forma urgente.

Esmagamento do crânio foi fatal

Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros, Orleilson Muniz a análise preliminar dos peritos dos órgãos envolvidos na investigação do acidente e na remoção do corpo, apontam que o piloto teve morte por esmagamento de crânio. Ele explica que depois que o avião ficou com o teto voltado para o solo, o bloco do painel se soltou e caiu em cima da cabeça do piloto. Segundo ele, os ferimentos no corpo do piloto na fuselagem na aeronave também colaboraram para a morte.

A análise dos peritos sobre as possíveis causas do acidente reforçam o relato das testemunhas que afirmam que o motor da aeronave parou em pleno ar. Para o capitão Muniz, houve perda de potência de motor, uma vez que, o avião decolou e conseguiu atravessar apenas a avenida Torquato Tapajós e não teve altitude suficiente para passar pelos fios de alta tensão. “Para a aeronave decolar e não conseguir altitude suficiente para passar por cima dos fios uma das causas mais prováveis é a perda de potência do