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Pilotos do jato Legacy recebem nova sentença da Justiça brasileira

Segundo informações da associação, mesmo com aas condenações, os dois pilotos norte-americanos continuam voando, um pela American Airlines e outro pela Excel Aire 16/10/2012 às 19:56
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Acidente da Gol completa seis anos
acritica.com Manaus

Os pilotos do jato Legacy que se chocou, em 2006, com um avião da Gol Linhas Aéreas, matando 154 pessoas com a queda da aeronave, tiveram a sentença modificada, no último dia 15 e, ao invés de quatro anos e quatro meses de prisão convertidos em trabalhos comunitários, eles foram condenados a três anos e um mês de detenção em regime aberto, o que obriga Joseph Lepore e Jan Paul Paladino a dormirem em local previamente estabelecido pela Justiça, muito embora cumpram a pena fora da cadeia.

A decisão foi da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF). Cabe recurso da decisão. A informação é da assessoria da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, uma das autoras do recurso que resultou na mudança da pena em parceria com o Ministério Público Federal (MPF).

Os pilotos continuam morando e trabalhando nos Estados Unidos.  A diretora da Associação dos Familiares, Rosane Gutjahr, ficou aliviada com a decisão, apesar da redução do tempo de pena e dos brevês não terem sido cassados permanentemente.

“Estamos lutando há seis anos por justiça enquanto os pilotos continuam voando. Agora, sentimos que demos mais um passo em busca da dignidade de nossos familiares”, afirmou.

Pelo processo administrativo, os pilotos já foram autuados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Decea por três motivos: voaram em espaço aéreo de separação vertical reduzida (RVSM) sem autorização e desligaram o transponder e o equipamento TCAS II, impedindo assim que o avião da Gol percebesse que o jato estava na rota errada e causaria a colisão.

Segundo informações da associação, mesmo com essas provas, os dois pilotos norte-americanos continuam voando, um pela American Airlines e outro pela Excel Aire. “A Associação dos Familiares espera que a ANAC e o Itamaraty façam cumprir o acordo bilateral entre os dois países para retirada permanente dos brevês dos pilotos”, informa a entidade em nota à imprensa. O voo 1907 saiu de Manaus com destino ao Rio de Janeiro quando colidiu com o Legacy, 600, de prefixo N600XL, que saiu de São José dos Campos (SP) com destino a Manaus, mas que tinha como destino final os Estados Unidos da América