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Placas indicativas de velocidade confundem motoristas em avenida da Zona Leste de Manaus

O Detran colocou uma placa autorizando velocidade máxima de 60 km/h, já a placa do Manaustrans, posta ao lado, indica 40km/h 11/07/2012 às 07:53
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Placas de sinalização divergentes, no mesmo trecho da Cosme Ferreira, confundem motoristas e tornam o trânsito perigoso numa das vias de maior fluxo de Manaus
florêncio mesquita Manaus

As placas que indicam a velocidade máxima para veículos na alameda Cosme Ferreira, Zona Leste de Manaus, confundem o condutor com dois limites diferentes para a mesma via. Num mesmo trecho, existem placas com as velocidades de 40km/h e 60km/h. O desajuste entre as placas faz com o condutor não saiba que velocidade seguir ou se sofrerá as penalidade do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) caso ultrapasse a marca de 40km/h.

Segundo o CTB, o limite de 60km/h é estabelecido em vias arteriais, avenidas com grande fluxo de trânsito, semáforos, cruzamentos e que ligam regiões de uma cidade, como a alameda Cosme Ferreira. Já a velocidade máxima de 40km/h é em vias coletoras, exemplificadas por ruas que permitem o acesso e saída das vias arteriais, normalmente com semáforos e que permitem a circulação dentro da cidade.

A sinalização que indica 40km/h foi instalada pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) a aproximadamente 20 metros de outra placa com velocidade de 60km que pertence ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM).

A placa do Manaustrans alerta para o limite de velocidade da fiscalização eletrônica que não existe no local. Já a do Detran-AM indica a velocidade de 20km acima da indicada pelo órgão municipal e pede que o condutor respeite o limite de velocidade da via.  

A sinalização está localizada próxima a uma fábrica de cimento no sentido Coroado/complexo viário Gilberto Mestrinho. No entanto, a dúvida também se estende para o sentido contrário da alameda.

A partir do complexo viário Gilberto Mestrinho a sinalização indica a velocidade de 40km/h. Poucos metros a frente, outra placa mostra a velocidade de 60 km/h. A placa de 60 km/h está localizada ao lado de uma faixa de pedestre e de um semáforo. A sinalização fica em uma leve descida onde os veículos passam em velocidade elevada com o semáforo fechado para o pedestre.

Perto da placa existe apenas a estrutura de um controlador de velocidade que havia no local, mas que de fato não chegou a funcionar e foi retirado sem fazer o efeito pretendido para ser instalado em outro corredor viário.

Para a enfermeira Gabriela Silva, 32, a diferença entre as placas gera dúvida. Ela passa todos os dias pela a alameda Cosme Ferreira e diz que na dúvida prefere seguir com seu veículo a 40km/h. Ela justifica que no local, principalmente pela manhã, o trânsito é acompanhado por agentes de trânsito que podem multar os veículos que excedam  o limite de velocidade. “Gera dúvida sim. Ninguém sabe se é para dirigir a 40km/h ou a 60km/h. Os órgãos de trânsito precisam se decidir. O que não pode é o motorista ficar sem saber que velocidade é a certa”, disse.

Código normatiza o limites nas vias
O Código de Trânsito Brasileiro divide as vias urbanas em quatro subgrupos com limites de velocidade específicos.

80km/h é a velocidade para vias de trânsito rápido. São vias com varias faixas que possuem semáforos, sem trânsito de pedestres e extensas.

60km/h é para vias arteriais como  avenidas que possuem semáforos, além de cruzamentos e grande fluxo de trânsito.

40km/h é o limite estabelecido para vias coletoras, as ruas que permitem o acesso e saída das vias arteriais. Elas permitem a circulação dentro de uma mesma região.

Já 30km/h é a velocidade de vias locais, ruas de pequeno porte, com cruzamentos sem semáforo, com pouco fluxo de trânsito.

Silêncio dos órgãos de trânsito
A CRÍTICA tentou falar com a diretora-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), Mônica Melo, por meio do telefone 91XX-17XX, mas ela não atendeu as chamadas. A CRÍTICA enviou por e-mail os questionamentos sobre a sinalização para o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), mas até o fechamento desta edição nenhuma resposta foi enviada.