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Plano Diretor de Manaus é considerado improvável pelo superitendente do Sinduscon

Cláudio Guenka, do Sinduscon, acha que análise de projeto complementar não se dará em 80 dias 20/06/2012 às 09:14
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Para Cláudio Guenka, serão inevitáveis as discussões sobre transferências
Carlos Branco e Renata Magnenti Manaus (AM)

O superintendente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Amazonas (Sinduscon), Cláudio Guenka, disse achar improvável aquilo que prevê o anteprojeto do Plano Diretor de Manaus: redução de 180 para 90 dias na análise de projetos complementares. “Esses projetos dizem respeito a obras junto a entidades como Amazonas Energia e Manaus Ambiental e são elas que necessitam de 180 dias para aprovar o projeto. Se as empresas garantirem que analisarão em 90 dias, tudo bem, mas acho isso improvável”, disse.

Assim como o Sinduscon, que apresentará três propostas, o Federação da Agricultura e Pecuária no Amazonas (Faea) e a Associação Comercial do Amazonas (ACA), também encaminharão propostas e ressalvas. Essas entidades terão dez dias para fazer isso.

Guenka disse que será inevitável a discussão sobre a desapropriação dos prédios. Em sua opinião, o anteprojeto não deixa claro de que forma exatamente isso acontecerá. O documento fala ainda que sejam construídos prédios com até 25 pavimentos, hoje são até 18 pavimentos. No entanto, propõe ainda prédios com 35 pavimentos. “Mas estabelece que se utilize a Unidade de Transferência do Poder Construtivo, uma espécie de moeda. Ideia que não deu certo em São Paulo, nem em Curitiba, não devemos insistir no erro”, disse.

Agrícola

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, disse que não encontrou no anteprojeto referência a atividade agrícola em bairros periféricos e nem na área rural de Manaus. “Temos plantações de hortaliças, por exemplo, no bairro Jorge Teixeira e na zona rural de Manaus granja que nos faz autossuficientes  quanto à produção de ovos”. Segundo ele, nada consta no anteprojeto critérios e autorização quanto a essa cultura.

Na avaliação do presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Gaitano Antonaccio, no que tange ao comércio o grande problema são os cerca de 3 mil camelôs instalados no Centro de Manaus. “É necessário que alguém tenha raça e faça o camelódromo. Não há mais o que se discutir. É necessário que se tome uma medida”, afirmou.

A Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) deve reforçar propostas já discutidas como a instalação de fábricas na BR-174 e AM-010 e o descarte de resíduos sólidos. Na semana passada empresários se reuniram para discutir o anteprojeto.

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que está analisando o documento e se achar necessário, apresentará proposta.

Aprovação

As propostas para alteração do anteprojeto do Plano Diretor de Manaus devem ser entregues na Câmara Municipal até o dia 30 de junho.

Entre os meses de julho, agosto e setembro serão realizadas audiências públicas na Câmara e todas as classes produtivas, bem como demais entidades, serão convidadas para apresentar sua opinião.

Em outubro haverá votação de todas as emendas e até o dia 3 de novembro o Plano Diretor deve estar aprovado.