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Plano emergencial limita o trânsito de coletivos em terminal do Centro de Manaus

SMTU não descarta intervenção total do terminal da Matriz, atingido pela cheia do rio Negro. Os passageiros também podem entrar em contato com o SAC 118 para saber quais as rotas terão veículos impedidos de chegar a Praça da Matriz 30/05/2012 às 19:21
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As águas do rio Negro chegaram até o terminal da Matriz, no Centro de Manaus, durante a cheia deste ano
Maria Derzi Manaus

Um total de 150 mil usuários do sistema de transporte coletivo de Manaus devem ser atingidos pelo  plano emergencial de limitação de 129 rotas de 99 veículos articulados e biarticulados que deixarão de circular no terminal da Matriz, em virtude do avanço das águas do rio Negro. 

Com a cheia, a  plataforma central da Praça da Matriz apresenta dificuldades de circulação dos coletivos, que correm perigo de tombar devido as águas. Por esse motivo, no plano emergencial anunciado pela Superintendência Municipal  de Transporte Urbano de Manaus (SMTU), na tarde desta quarta-feira (30), foram desviadas, além das rotas do executivos, os articulados.

“O nosso setor técnico de engenharia verificou que os ônibus articulados  e biarticulados também estavam sendo prejudicados devido a sua flexibilidade, tanto no funcionamento, quanto nas peças como ventoínhas  e descargas, ficando impedidos de adentrar no terminal da Matriz pelo avanço das águas”, disse o diretor.

A partir desta quinta-feira (31), esses veículos assumem  a antiga rota dos executivos.“Que seria Epaminôndas, Simão Bolívar(Praça da Saudade) e Rua Ferreira Pena. São veículos de grande porte, de nove  a 21 metros, que tem que ter um certo espaço para fazer suas manobras. E, o executivo passou para a Avenida 10 de Julho, na altura do Colégio Militar. Eles vão sair na Getúlio Vargas”, disse.

Mas, o diretor não descartou a intervenção total do terminal da Matriz. “Seria a instauração final desse plano. O terminal seria todo fechado e esses ônibus convencionais passariam a circular na Avenida 7 de Setembro, com a retirada das barreiras na Avenida Eduardo Ribeiro. Com o apoio da Manaustrans, seria invertido o sentido de parte da Avenida 7 de Setembro,para que eles tomem a Avenida Getúlio Vargas, Duque de Caxias e Visconde de Porto Alegre”, disse.

Mas, essa intervenção vai depender de estudos por parte do setor técnico da SMTU e de uma avaliação do avanço d´água. “Nós temos dois fatores práticos  que já decidiriam a intervenção do terminal. Um deles será no momento em que o usuário tiver que colocar seu pé na água ára subir nos coletivos, não haverá mais condições de funcionamento do terminal.E, o segundo fator seria a estrutura da malha viária, que será analisada por outros órgãos. O plano emergencial de desvio das rotas está avançando gradualmente”, disse.

Estarão circulando até o centro somente os ônibus convencionais. “Isso, por enquanto, porque estamos esperando a análise do comportamento do rio. Tudo indica que ele parou de subir, mas precisamos aguardar.

Informações
A diretoria de transporte urbano da SMTU avisa que fiscais do órgão estarão nas ruas para prestar as informações necessárias aos usuários de transporte coletivo. Os passageiros também podem entrar em contato com o SAC 118 para saber quais as rotas terão veículos impedidos de chegar a Praça da Matriz.