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Plínio Valério afirma que não pediu licença da CMM

Uma nova polêmica envolve Plínio Valério, agora com o pedido de afastamento da Câmara, pelo período de 120 dias 02/02/2013 às 09:04
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Plínio Valério
MARIANA LIMA ---

O vereador Plínio Valério (PSDB) garnatiu, ontem, que não protocolizou pedido de licença junto à presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O vereador afirmou desconhecer o documento apresentado na presidência da Casa na quarta-feira, no qual consta pedido de afastamento imediato dele por “interesse particular”.

O pedido de licença de 120 dias da CMM é uma das estratégias de Plínio para assegurar a posse como deputado federal sem ter que renunciar ao mandato de vereador. A vaga foi deixada por Pauderney Avelino (DEM), no dia 4, e ocupada temporariamente pelo primeiro suplente da bancada, o titular da Secretaria de Produção Rural (Sepror), Eron Bezerra (PCdoB). Plínio foi convocado oficialmente pela presidência da Câmara dos Deputados para assumir o cargo na quinta-feira.

A CRÍTICA teve acesso ao documento (o pedido de licença) o qual está assinado o nome de Plínio. Dele consta a licença de 120 dias, a contar de 30 de janeiro. Consta no documento o carimbo da presidência da CMM, e o registro de que foi recebido às 11h15 por uma servidora do gabinete da presidência.

Ontem, o vereador afirmou que não protocolizou nenhum documento solicitando o afastamento. O parlamentar admitiu ter preparado o pedido de licença, mas que não entregou e nem ordenou ninguém do gabinete a entregá-lo.

“Eu fiz o pedido e deixei de stand by aqui em Manaus para deixar à mão caso fosse necessário. A minha intenção era entregar o pedido somente ontem (quinta-feira) quando voltasse de Brasília e tivesse mais ou menos em mente sobre o que aconteceria. Eu não autorizei ninguém a entregar e desconheço a existência dele”.

Segundo Plínio, o documento original está em posse dele e deverá ser entregue apenas após a confirmação de que irá assumir o posto de deputado federal em Brasília. “Eu tenho o original e não está protocolizado (...). Ele foi preparado, datado para quando eu chegasse (de Brasília) a gente fazer isso, mas não entreguei”, disse o vereador.

O parlamentar afirma que vai cumprir expediente no gabinete dele na Câmara Municipal de Manaus na próxima segunda-feira e que irá procurar informações sobre este documento na casa. “Eu vou ver que tipo de documento é esse porque eu não apresentei nada. O que eu posso dizer categoricamente é que eu não pedi afastamento ainda da Câmara, porque não quero colocar a carroça na frente dos bois”, afirmou Plínio Valério.

Suplente

O suplente de Plínio, Dr Ewerton Wanderley (PSDB), permanecerá longe do posto de vereador de Manaus. O médico só poderá assumir se o tucano assumir tomar posse como deputado federal em Brasília.