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Manaus
INVESTIGAÇÃO

PM avalia expulsão de militar preso com 300 kg de maconha e drogas sintéticas

O policial Robson Almeida Siqueira Filho,o "Robinho", chegou a concorrer ao cargo de vereador nas eleições de 2016 16/01/2018 às 16:05
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Foto: Divulgação
Joana Queiroz Manaus (AM)

O comando da Polícia Militar instaurou procedimento administrativo disciplinar (sindicância) para apurar a conduta do policial militar Robson Almeida de Siqueira Filho, preso no dia 4 de janeiro com mais de 300 quilos de maconha do tipo skank, uma porção de drogas sintéticas e mais de R$ 10 mil de dinheiro em espécie, conforme informou ontem o diretor da Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da PM, coronel Felipe Diniz. Segundo o coronel, atualmente o major Carlos Eduardo da Silva Oliveira está encarregado de apurar a conduta transgressiva de Robson.

Ao final das investigações, o major deverá opinar se houve ou não infração disciplinar e vai opinar pela necessidade ou não da instalação de um conselho disciplinar para avaliar se o militar tem ou não condições de permanecer na corporação. Robson é soldado e está há 12 anos na Polícia Militar e já possui estabilidade.  “Será analisada a conduta praticada pelo policial bem como, se a mesma existente, afetou a moral militar e o decoro da classe”, disse Diniz.

Ontem o titular do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), delegado Guilherme Torres, que investiga as ações do grupo criminoso do qual o militar faz parte, disse que as investigações estão bem adiantadas e que há evidências do envolvimento de outras pessoas. “O trabalho é sigiloso, mas está bem adiantado”, disse o delegado.

Robson e seus comparsas Kenedy de Souza Nascimento e Bruno Albuquerque de Almeida tiveram a prisão em flagrante homologada pelo juiz da Comarca de Iranduba (a 40 quilômetros de Manaus), Igor de Carvalho Leal Campagnolli, que também a transformou em prisão preventiva.

A decisão do magistrado saiu no dia 11 deste mês. Kenedy e Bruno estão presos em Manaus no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), no quilômetro 8 da BR-174, enquanto o policial Robson foi encaminhado para o Núcleo Prisional da Polícia Militar, no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte da capital.

Delegado e investigação

“Ele é o contato dos proprietários da droga, que traziam para Manaus e revendiam para ele. O Robinho repassava esse material para os outros membros dessa organização, e eles revendiam”, afirmou o delegado Guilherme Torres, diretor do DRCO.

A droga estava escondida em uma casa de luxo, no conjunto Morada do Sol, na Zona Centro-Sul.  De acordo com Torres, a prisão dos suspeitos aconteceu no município de Iranduba. Ainda segundo informações obtidas pela polícia, uma lancha modelo Nikita estaria vindo de Tefé com uma grande quantidade de drogas e fuzil.

A lancha tinha dado problema e precisou parar no porto de Iranduba. Ao identificarem a embarcação, os policiais fizeram a abordagem, mas a droga não foi encontrada na embarcação. No entanto, dentro de um carro modelo Honda CRV com placa de São Paulo, que estava em posse do policial militar, os investigadores encontraram uma cartela de ecstasy, comprimidos de LSD, uma porção de cocaína e R$ 10 mil em dinheiro. O veículo também estava com restrição de roubo.

Em seguida, os policiais se dirigiram a uma casa luxuosa, localizada na rua Estrela D’alva, conjunto Morada do Sol, na Zona Centro-Sul, onde encontraram a carga de 300 kg de skunk e um carro modelo Jeep SUV que pertencia a Alan. “A casa foi alugada por outra pessoa que ainda não foi localizada. Essa residência, apesar de ser grande, luxuosa, com piscina, ela só era utilizada para guardar e fazer o processo de manipulação da droga, além de fazer o LSD”, explicou Guilherme Torres.

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