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Polícia Civil e Polícia Federal deflagram Operação Lei Seca nas Eleições 2012 em Manaus

Os proprietários de bares, casas de shows ou restaurantes que insistirem em continuar aberto e vendendo a bebida alcoólica durante a vigência da lei, que de 22h deste sábado às 18h do domingo. 07/10/2012 às 13:44
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Bares, casas noturnas e restaurantes foram alvos da Operação Lei Seca, em Manaus
Bruna Souza Manaus

Na véspera das eleições municipais, as polícias Civil e Federal, em ação conjunta, deflagraram a "Operação Lei Seca" em todas as zonas da cidade de Manaus. Por volta das 22h deste sábado (6), aproximadamente 500 policiais saíram da sede da Delegacia Geral de Polícia Civil, bairro no Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, em direção a pontos estratégicos, com o objetivo de fiscalizar bares e locais que comercializavam bebidas alcoólicas, além do uso e venda de entorpecente e crimes eleitorais.

O primeiro local visitado foi a Praça do Eldorado, onde ficam localizados vários bares e pontos comerciais com um alto fluxo de clientes nos fins de semana. Cerca de 20 viaturas abordaram os consumidores com panfletos que tinha como conteúdo informações sobre o que é a Lei Seca e como funciona o Código Eleitoral. Ainda abertos, os bares depois da chegada da polícia retiraram as mesas, cadeiras e fecharam as portas.

O proprietário do bar Ponto 10, localizado no conjunto Eldorado, Rodrigo Moreira, 29, disse que a Lei Seca não interfere nas vendas do estabelecimento, que podia, neste sábado, ficar aberto até as 22h. Ele acha válido a regra para o processo democrático que a eleição proporciona.

Dos dez clientes entrevistados pela equipe do acritica.com, apenas um se disse contra a Lei Seca, e garantiu que o ato do voto não é influenciado pela ingestão de bebida alcoólica. Os demais aprovaram a iniciativa e garantiam que sabiam da Lei Seca, mas que resolveram fazer uma parada rápida para beber com os amigos.

Norma
A Lei Seca tem como intuito proteger os cidadãos de brigas ou qualquer tipo de violência que possa ser motivado pelo excesso de bebida, além de acidentes comuns nos fins de semana, e garantir assim um pleito mais tranquilo.

Para o delegado-geral adjunto Mário Aufiero, esta ação é educativa, conscientizando a população sobre o voto consciente e a redução da criminalidade. "Quando é feita a operação Lei Seca nas eleições, os índices de crimes como homicídios, acidentes de trânsito e lesões corporais reduzem 70%. Isto tem um caráter preventivo na redução da criminalidade".

As pessoas presas durante a operação serão encaminhadas à sede da Polícia Federal e podem responder pelo crime de desobediência a ordens ou instruções da Justiça Federal, ou pelo crime de promover a desordem que prejudique os trabalhos eleitorais.

A pena pode ser de dois a seis meses de prisão e pagamento de 60 a 90 dias multa aos proprietários de bares, casas de shows ou restaurantes que insistirem em manter abertos os estabelecimentos, vendendo bebida alcoólica durante a vigência da lei, que vigora desda às 22h deste sábado até 18h deste domingo.