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Polícia faz a reconstituição da morte de engenheiro em Manaus

Participaram da reconstituição, peritos do Instituto de Criminalística (IC), legistas do Instituto Médico Legal (IML) e Francivaldo da Silva Lima, 28, acusado pelo homicídio. 08/01/2013 às 20:29
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Engenheiro da Petrobras foi encontrado morto em dezembro de 2012
acritica.com Manaus (AM)

Na tarde desta terça-feira (08), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), realizou a reconstituição para apurar detalhadamente a morte do engenheiro Ken Wheeler, assassinado com quatro facadas no mês de dezembro deste ano.

Participaram da reconstituição, peritos do Instituto de Criminalística (IC), legistas do Instituto Médico Legal (IML) e Francivaldo da Silva Lima, 28, que confessou o homicídio. A reconstituição foi realizada na Academia de Polícia Civil e no Ramal do Bambuzinho, Puraquequara, Zona Leste de Manaus.

O assassino mostrou em cerca de 40 minutos como apunhalou o engenheiro nas como desferiu as quatro facadas nos dois olhos, o tórax e o abdomem. Depois de esfaquear o engenheiro, Francivaldo colocou o corpo dentro de um saco plástico e se dirigiu para o bairro do Puraquequara, onde o jogou. Poucos metros depois jogou também a arma do crime.

Francivaldo colaborou com a polícia e prestou as informações necessárias. Algumas vezes, teve que repetir as ações porque não se lembrava de todos os detalhes.

De acordo com o delegado José Divanilson Cavalcanti, a reconstituição é fundamental para entender o crime. "Fomos nas partes onde ele teria passado com o corpo. Este trabalho é importante para entender a lógica do evento e esclarecer qualquer dúvida sobre o crime", declarou.

Entenda o caso
Ken Wheeler da Silva Araújo saiu de casa para fazer fisioterapia na Academia Cagin, localizado na rua Valério Botelho de Andrade, bairro São Francisco, Zona Sul. Os funcionários o viram deixando o local em seu carro, um Honda Fit, de cor Preta e placas NOL 7036. Natural de Belo Horizonte, Ken trabalhava como engenheiro há 20 anos na Petrobras.

No mesmo dia do seu desaparecimento, Ken compartilhou na sua página pessoal do Facebook um vídeo que fala sobre esperança, mesmo sentimento que levou familiares a realizar ações nas redes sociais para auxiliar na divulgação do desaparecimento, na expectativa de que alguém pudesse ter alguma informação sobre o paradeiro do engenheiro.

Até o encontro do corpo, na Zona Leste, nenhuma pista que pudesse levar ao paradeiro do engenheiro foi registrada pela polícia, que investigava o caso. De acordo com pessoas que conviviam com o engenheiro, Ken não tinha inimigos e se relacionava bem com os colegas de trabalho.

O corpo foi encontrado no dia 15 de dezembro no bairro Puraquequara em sacos plásticos. Cinco dias depois, a Polícia Civil apresentou Francivaldo, que confessou o crime.