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Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na CMM

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da PF, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão pela cidade. A investigação é relativa a supostas irregularidades em contratos de publicidade em que era utilizada a empresa de nome Sistema de Comunicação Sol para fornecimento de notas fiscais com indícios de falsificação em licitações com a UEA, utilizando-se a Fundação Muraki 19/10/2012 às 12:25
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Na manhã desta sexta-feira (19) Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do jornalista Hiel Levy
acritica.com Manaus

Homens da Polícia Federal no Amazonas realizaram na manhã desta sexta-feira (19) desdobramento da Operação Sol Dourado, realizada em 30 de março de 2011, que incluiu diligência ao gabinete do diretor de comunicação da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Hiel Levy.

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da PF, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão pela cidade. A investigação é relativa a supostas irregularidades em contratos de publicidade em que era utilizada a empresa de nome Sistema de Comunicação Sol para fornecimento de notas fiscais com indícios de falsificação em licitações com a UEA, utilizando-se a Fundação Muraki.

Servidores da CMM que preferem não ter seus nomes revelados, afirmaram que a ida dos policiais aconteceu por volta das 7h da manhã e que documentos e computadores da sala de Levy foram apreendidos.

Cerca de 50 policiais estiveram envolvidos na Operação autorizada pela Justiça Federal no Amazonas. Conforme explica a nota da PF, “novas provas colhidas, em continuidade às investigações, levaram à expedição dos mandados de busca e apreensão. O inquérito policial, bem como a medida cautelar de busca e apreensão, tramitam em segredo de justiça”.

Hiel Levy

A reportagem tentou contato com o diretor de comunicação da CMM, Hiel Levy, mas, a linha celular de Levy direciona para a caixa postal.

Entretanto, em nota divulgada em seu blog (blog do Hiel Levy), o jornalista afirma que: “Eu e minha família passamos hoje pelo maior constrangimento de nossas vidas. Policiais federais, de posse de um mandado de busca e apreensão, vasculharam minha casa e minha sala na Câmara Municipal de Manaus. Estavam em busca de dinheiro, jóias, carros de luxo, documentos ou provas que me liguem à Operação Sol Dourado, em que investigam a emissão de notas frias por uma empresa de comunicação com a qual nunca tive qualquer relação. Puderam constatar que, ao contrário do que dizem meus detratores, vivo uma vida modesta e sem luxos. Levaram meu computador pessoal e meu lap top. Tão somente. O mesmo ocorreu na Câmara.

No meu período na direção da Agência de Comunicação do Governo nenhuma nota fria foi emitida pelas agências que prestavam serviços e que eu saiba elas também não contrataram serviços fictícios”, finalizou.