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Polícia não tem pistas sobre assaltos a bancos em Manaus

A polícia não descarta a possibilidade de serem os mesmos ladrões nos dois assaltos ocorridos nas agências bancárias 16/07/2015 às 10:13
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Da agência do Banco do Brasil localizada na Grande Circular, Zona Leste, os ladrões levaram a quantia de R$ 500 mil
joana queiroz ---

A polícia vai começar a ouvir as vítimas do assalto à agência bancária do Banco do Brasil (BB), na avenida Grande Circular, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste ocorrido na manhã de terça-feira, para tentar identificar os ladrões que fizeram de refém a tesoureira da agência e o filho dela, um adolescente de 16 anos de idade.

Segundo o titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), Adriano Félix, mãe e filho só foram liberados depois que ela entregou todo o dinheiro do cofre, mais de R$ 500 mil.

De acordo com o delegado, a mulher e a família ainda estavam abaladas emocionalmente e psicologicamente. “Estamos aguardando eles ficarem recuperados e em condições de fornecer informações que colabore com as investigações policiais”, disse o delegado. Uma das primeiras ações é tentar elaborar o retrato falado dos ladrões com base nas informações passadas pelas vítimas.

Adriano Félix disse que será um trabalho demorado, já que não há nenhuma imagem dos criminosos, pois os mesmos não chegaram a entrar na agência bancária. De acordo com o delegado, a tesoureira foi rendida por volta das 18h de segunda-feira quando chegava em casa, na Zona Centro-Sul. Os ladrões entraram com ela em casa e renderam o filho dela também.

Os criminosos passaram a noite na casa da família e pela manhã, obrigaram a tesoureira ir até a agência bancária, pegar todo o dinheiro do cofre e entregar para eles. Enquanto ela ia ao banco eles mantiveram o adolescente como refém. Os ladrões monitoravam os movimentos dela para que a mesma não acionasse a polícia.

De acordo com o delegado, esse é o segundo assalto a agências bancárias nessas modalidades ocorrido em menos de dois meses. O primeiro ocorreu no dia 29 de maio, em Iranduba. Os ladrões renderam o gerente e o segurança do banco na estrada AM-070, quando retornavam para casa. Passaram a noite na casa do gerente onde fizeram a família de refém e pela manhã acompanharam a vítima até a agência de onde levaram todo dinheiro mais de R$ 250 mil.

Até ontem, a polícia ainda não tinha conseguido prender nenhum dos ladrões. Adriano Félix disse que a polícia não descarta a possibilidade de serem os mesmos ladrões nos dois assaltos. “O modus operandis foi semelhante, mas também estamos trabalhando com outras hipóteses que no momento nos parecem mais prováveis”, disse o delegado.

Assalto na agência do Bradesco

O delegado Adriano Félix informou que não tem pistas dos homens que na manhã de terça-feira assaltaram o posto do Bradesco da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) de onde levam aproximadamente R$ 70 mil. O local não tinha nenhum sistema de segurança eletrônica e os ladrões não deixaram pistas.

Agências se tornaram alvos

O delegado Adriano Félix disse que as agências bancárias se tornaram alvo fáceis dos criminosos pela sua vulnerabilidade. Segundo ele, são locais que fazem movimentações de grandes quantidades, mas que não dispõe de segurança adequada, nem mesmos as consideradas básicas como um HD para armazenar imagens.

De acordo com o delegado, a falta de equipamentos de segurança coloca em risco não só o patrimônio, mas principalmente a integridade física dos funcionários. A maioria das agências não tem sequer portas giratórias ou detector de metais.

O diretor do Sindicato dos Bancários, Almir Costa, disse que a entidade tem cobrado mais investimento em segurança para as agências bancárias com base na Lei 2006 sancionada no dia 1º deste mês, que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de porta giratória, com detector de metais, nos estabelecimentos bancários.